11/10/2026
A mudança começa muito mais perto de nós do que imaginamos.
Ontem tive o privilégio de ouvir o Presidente Barack Obama , ao vivo, em Lisboa, no Game Changers - Forum & Talks Forum.
Há pessoas que nos inspiram pelo que conquistaram. Outras, pela forma como pensam, comunicam e olham para o mundo. E há aquelas que nos fazem sair de uma sala com vontade de refletir sobre aquilo que somos e sobre o que ainda podemos fazer melhor.
Ouvir o Presidente Barack Obama falar, com tanta serenidade, inteligência e sentido de humor, sobre educação, democracia, liderança, inteligência artificial e os desafios das novas gerações foi uma experiência verdadeiramente enriquecedora.
Mas houve uma reflexão que me marcou particularmente: a importância de não perdermos a nossa dimensão humana numa sociedade cada vez mais tecnológica e especializada.
Vivemos numa época em que o conhecimento está à distância de um clique e em que a excelência técnica é cada vez mais valorizada. Mas será que, no meio de tanto progresso, não estaremos a deixar para trás outras dimensões igualmente importantes?
A literatura, a música, a arte, a cultura e a curiosidade pelo que desconhecemos. Tudo aquilo que nos permite desenvolver uma visão mais ampla do mundo, cultivar o pensamento crítico e compreender melhor os outros.
Porque saber muito sobre uma determinada área não significa necessariamente compreender melhor o mundo.
Outra ideia que me ficou foi a responsabilidade que cada um de nós tem na construção de uma sociedade melhor. A mudança não depende apenas de grandes líderes ou de decisões tomadas longe da nossa realidade. Começa também na forma como nos relacionamos com quem está à nossa volta.
E foi inevitável trazer esta reflexão para a minha própria vida.
Não tenho a pretensão de mudar o mundo. Mas acredito que posso fazer a diferença no meu pequeno universo.
Saí desta conferência com muitas ideias, algumas inquietações e, sobretudo, com vontade renovada de continuar a aprender, a questionar e a evoluir.
Num mundo que avança a uma velocidade extraordinária, talvez o nosso maior desafio seja evoluir em conhecimento e tecnologia sem perder aquilo que nos torna humanos.