04/09/2026
🦷 Tudo começou com uma pequena cárie…
É difícil acreditar, mas muitas das infeções mais graves que tratamos começam exatamente assim.
Uma pequena cárie pode parecer inofensiva e, muitas vezes, nem provoca dor. No entanto, se não for tratada, continua a evoluir silenciosamente até atingir o nervo do dente.
Uma das perguntas que mais me fazem é:
“Se não me doía, como é que a infeção ficou tão grande?”
Porque nem todas as cáries provocam sintomas nas fases iniciais. Enquanto a destruição do dente progride, as bactérias podem chegar ao nervo e provocar uma infeção na raiz. Com o tempo, essa infeção pode atingir o osso, originando uma lesão apical e, em alguns casos, uma fístula — aquela pequena “borbulha” na gengiva por onde o organismo tenta drenar a infeção.
Muitas pessoas pensam que basta fazer a desvitalização para resolver o problema. Mas, quando a infeção já se espalhou para os tecidos à volta da raiz, pode ser necessário complementar o tratamento com uma cirurgia para remover toda a lesão e permitir uma cicatrização adequada.
Este caso mostra-nos uma lição muito importante: quanto mais cedo tratamos uma cárie, mais simples costuma ser o tratamento. Esperar pode significar passar de uma pequena restauração para uma desvitalização e, em situações mais avançadas, até para uma cirurgia.
✨ A prevenção é o melhor remédio. E, independentemente da fase em que estiver, podemos sempre prevenir algo pior.
Se leu esta explicação até aqui é porque tem vontade de cuidar de si e da sua saúde. Parabéns! Obrigada por me seguir.
Vamos continuar juntos a Sorrir com a Vida!
Dra. Daniela Picotez Brás