19/05/2013
A boca, pela sua complexidade anatómica apresenta vários nichos ecológicos, cada um com características ambientais próprias e, consequentemente, cada qual colonizado com bactérias diferentes. A microbiota oral é a mais complexa de todo o nosso corpo, e nela se podem encontrar mais de 500 espécies diferentes. Além das bactérias existem também alguns tipos de fungos e protozoários. As bactérias são levadas pela saliva para o estomago onde morrem por causa da elevada acidez dos sucos gástricos. Para poderem permanecer na boca as bactérias têm que se fixar às superfícies orais (dentes, gengivas, língua) Se não tiverem capacidade para se fixarem diretamente, têm que trabalhar em equipa com outras bactérias ou também com a ajuda de proteínas, que em conjunto formam uma estrutura de fixação que lhes permite permanecer dentro da boca. O açúcar é um elemento de grande importância na equipa de fixação. As bactérias vão se fixando e unindo ao longo das horas e formam a placa bacteriana. Se observarmos os dentes conseguimos ver uma pelicula branca, que se começa a formar junto da gengiva. Depois de uma higiene oral completa, ao fim de duas horas começa a se formar a placa bacteriana. Se o ambiente na boca é ácido há tendência para se formarem cáries. A cárie é uma desmineralização do dente que provoca a cavitação. A cavitação é o “furo” que o dente tem. Pelo contrário se o ambiente for alcalino e a placa não for removida há formação de tártaro, que não é mais que a placa bacteriana calcif**ada, e que promove doenças como a gengivite e a periodontite. A remoção da placa bacteriana com a escovagem, fio dentário e escovilhões, é a principal forma de prevenção das principais patologias que afectam a cavidade oral.