Dr. Maximílian Almeida

Dr. Maximílian Almeida Cursos em Odontologia

**Introdução**O tabagismo é um fator de risco modificável crítico que compromete a longevidade da terapia com implantes....
26/05/2026

**Introdução**
O tabagismo é um fator de risco modificável crítico que compromete a longevidade da terapia com implantes. O estudo conduzido por **Gopi & Singh (2026)** investigou como os constituintes tóxicos do tabaco, como a nicotina, interferem na homeostase dos tecidos duros e moles, prejudicando a cicatrização e a estabilidade biológica.

**Materiais e Métodos**
* **Desenho do Estudo:** Estudo clínico comparativo com 100 participantes (50 fumantes e 50 não fumantes).
* **Protocolo Cirúrgico:** Técnica convencional de dois estágios, utilizando implantes do mesmo sistema e características de superfície para garantir a padronização.
* **Avaliação:** Acompanhamento de 12 meses com análises clínicas (ausência de mobilidade, dor ou infecção) e radiográficas para medir a perda óssea marginal.

**Resultados e Discussão**
* **Taxa de Sobrevivência:** Significativamente inferior em fumantes (88%) em comparação a não fumantes (96%, p < 0.05).
* **Perda Ósseo Marginal (MBL):** Fumantes apresentaram média de 1,42 mm de MBL, enquanto não fumantes apresentaram apenas 0,86 mm (p < 0.01).
* **Complicações Peri-implantares:** 36% dos fumantes desenvolveram mucosite ou peri-implantite, contra 14% no grupo controle.
* A vasoconstrição induzida pela nicotina e a redução do fluxo sanguíneo prejudicam a atividade osteoblástica e a **osseointegração**, elevando o risco de falhas precoces e tardias.

**Conclusão**
O fumo é um determinante crítico que reduz a previsibilidade do tratamento. Na prática clínica, o cirurgião-dentista deve:
* Realizar um aconselhamento rigoroso sobre cessação tabágica antes da cirurgia.
* Utilizar modelos de avaliação de risco para planejar casos complexos em fumantes.
* Monitorar de forma mais frequente a saúde peri-implantar desses pacientes para interceptar precocemente perdas ósseas.

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A manutenção da altura óssea crestal interproximal (ICBH) é determinante para o sucesso estético e a longevidade funcion...
24/05/2026

A manutenção da altura óssea crestal interproximal (ICBH) é determinante para o sucesso estético e a longevidade funcional das reabilitações sobre implantes. Este estudo, conduzido por **Mohammad D. Al Amri**, buscou esclarecer se a clássica regra dos 3 mm de distância entre implantes ainda é soberana frente às novas tecnologias de macro e microgeometria, como o **platform switching**.

**2. Materiais e Métodos**
* Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise que incluiu 5 estudos experimentais em modelos animais.
* Foram analisados implantes rosqueados com **superfície rugosa** e todos utilizavam o conceito de **platform switching**.
* As distâncias inter-implante avaliadas variaram de 1 a 5 mm, com períodos de acompanhamento entre 2 e 12 meses.

**3. Resultados e Discussão**
* 80% dos estudos analisados não encontraram diferenças significativas na ICBH para implantes posicionados entre 1 e 3 mm de distância.
* A meta-análise indicou uma diferença média de apenas -0,36 mm, valor estatisticamente irrelevante (P>.05).
* O uso de componentes com diâmetro reduzido (**platform switching**) parece ser o fator chave, pois minimiza a reabsorção óssea horizontal e evita a sobreposição de perda óssea entre implantes adjacentes.
* A rugosidade da superfície também favorece a **osseointegração** estável e a manutenção dos tecidos.

**4. Conclusão**
Embora a evidência definitiva ainda seja complexa, o veredito é que a influência da distância inter-implante na ICBH é menos crítica com designs modernos. Na prática clínica:
* Priorize implantes com **platform switching** e superfície rugosa em casos de espaço protético limitado.
* O planejamento deve considerar o volume do rebordo alveolar, pois cristas estreitas podem sofrer maior pressão vascular e reabsorção.

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Apesar das altas taxas de sucesso, a falha precoce na **osseointegração** devido a inflamações e infecções pós-cirúrgica...
22/05/2026

Apesar das altas taxas de sucesso, a falha precoce na **osseointegração** devido a inflamações e infecções pós-cirúrgicas representa um desafio, gerando perda de tecidos duros e moles. O estudo de **Kim et al.** buscou avaliar a eficácia da profilaxia antibiótica na redução de insucessos em implantes colocados em pacientes saudáveis, onde a prática ainda gera controvérsia devido ao risco global de resistência bacteriana.

1️⃣ **Materiais e Métodos:**
* **Tipo de estudo:** Revisão sistemática com meta-análise de 14 publicações (incluindo RCTs e CCTs).
* **Amostra:** 5.334 implantes instalados com profilaxia pré-operatória e 3.862 sem antibióticos.
* **Critérios:** Foco em dose única (pré-operatória ou imediata pós-cirúrgica) em pacientes adultos e sistemicamente saudáveis.

2️⃣ **Resultados e Discussão:**
* **Redução de Risco:** O uso de antibiótico pré-operatório reduziu o risco de falha em **53%** (RR 0.47).
* **Taxas de Insucesso:** O grupo com profilaxia apresentou apenas **1,8%** de falhas, contra **6,0%** no grupo sem medicação (p=0,0335).
* **NNT (Número Necessário para Tratar):** 35. Isso significa que, a cada 35 pacientes tratados com profilaxia, uma falha de implante é evitada.
* **Protocolo Predominante:** A maioria dos estudos utilizou **2g de amoxicilina** via oral, 1 hora antes da cirurgia.

3️⃣ **Conclusão:**
O veredito é favorável à profilaxia: uma **dose única pré-operatória de 2g de amoxicilina** é eficaz para minimizar falhas precoces. Na cadeira, o cirurgião-dentista deve adotar este protocolo para otimizar o prognóstico da osseointegração, reservando prescrições prolongadas apenas para casos de comorbidades específicas, visando o uso ético e responsável de antimicrobianos.

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**Introdução:**A reabilitação com implantes visa reverter os impactos funcionais e estéticos da perda dentária, que incl...
21/05/2026

**Introdução:**
A reabilitação com implantes visa reverter os impactos funcionais e estéticos da perda dentária, que incluem a reabsorção do osso alveolar e o colapso facial. O objetivo deste estudo foi sintetizar as evidências sobre os fatores que determinam a previsibilidade da **osseointegração** e a longevidade das restaurações.

**Materiais e Métodos:**
O trabalho consiste em uma revisão de literatura técnica que analisa estudos sobre diferentes modalidades de preparo do sítio cirúrgico (fresagem convencional vs. baixa velocidade vs. piezocirurgia), biomateriais de enxertia (incluindo matrizes extracelulares e enxertos de dentina), além de variáveis biomecânicas e sistêmicas dos pacientes.

**Resultados e Discussão:**
* **Preparação do Leito:** A fresagem de baixa velocidade e a piezocirurgia reduzem o trauma térmico e microfaturas, preservando a vitalidade óssea e favorecendo o contato osso-implante (%BIC).
* **Biomateriais:** Enxertos derivados de dentina mostraram-se superiores aos de origem porcina tradicional, com 60,75% de nova formação óssea vs. 42,81% (p=0,0084).
* **Biomecânica:** O uso de *platform switching* demonstrou reduzir significativamente a perda óssea marginal ao afastar o microgap da crista óssea.
* **Fatores de Risco:** Diabetes descontrolado pode atrasar a osseointegração em até 50%, enquanto o tabagismo aumenta as taxas de falha devido à vasoconstrição e prejuízo à função dos osteoblastos.
* **Carga Imediata:** Apresentou resultados de preservação óssea comparáveis à carga tardia quando a estabilidade primária é alcançada.

**Conclusão:**
O veredito final é que o sucesso não depende de um único fator, mas da tríade: precisão cirúrgica, planejamento protético e manejo do paciente. Na prática, o cirurgião deve priorizar o planejamento digital e cirurgia guiada para minimizar desvios angulares, além de implementar protocolos rígidos de manutenção para prevenir a peri-implantite.

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A reconstrução da papila inter-implantar na zona estética é um dos maiores desafios da implantodontia. A manutenção da c...
21/05/2026

A reconstrução da papila inter-implantar na zona estética é um dos maiores desafios da implantodontia. A manutenção da crista óssea é o pré-requisito para o suporte desses tecidos moles. O estudo de **Matsuoka et al. (2021)** investigou como o tipo de conexão implante-pilar e a distância entre implantes adjacentes influenciam dois fatores críticos para a reabsorção óssea: a sobrecarga mecânica e a formação de *microgap*.

**2. Materiais e Métodos**
* **Tipo de estudo:** Análise de Elementos Finitos (FEA) 3D utilizando software CAD.
* **Amostra:** Modelos de implantes de duas peças com três tipos de conexão: Externa (EC), Interna (IC) e Cônica (CC).
* **Variáveis:** Distâncias inter-implantares de 3.0, 2.5 e 2.0 mm.
* **Condições:** Aplicação de carga estática de 176 N em ângulo de 45° na face palatina de coroas splintadas, simulando a maxila anterior.

**3. Resultados e Discussão**
* **Tensão Óssea:** O estresse no osso inter-implantar aumentou conforme a distância entre os implantes diminuiu. Os valores de tensão seguiram a ordem decrescente: IC > EC > CC.
* **Microgap:** A conexão CC apresentou o menor *microgap* e menor micromovimentação, independentemente da distância. A EC apresentou a maior abertura de interface.
* **Biomecânica:** A superioridade da conexão cônica deve-se ao design que promove a "anulação de tensões" no ponto de contato, dispersando a carga de forma mais eficiente e protegendo o osso cortical.

**4. Conclusão**
O veredito para o cirurgião-dentista é que a **Conexão Cônica (CC)** é mecanicamente superior para a manutenção do osso inter-implantar. Na prática clínica, ao enfrentar casos com espaço protético reduzido (menos de 3.0 mm entre implantes), a escolha de conexões cônicas é fundamental para minimizar o estresse ósseo e prevenir a perda de suporte papilar, garantindo previsibilidade estética e longevidade à osseointegração.

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1. *Introdução*: A reabilitação de mandíbulas edêntulas com overdentures sobre implantes busca solucionar a instabilidad...
18/05/2026

1. *Introdução*: A reabilitação de mandíbulas edêntulas com overdentures sobre implantes busca solucionar a instabilidade crônica das próteses totais convencionais, melhorando a força oclusal e a satisfação do paciente. O objetivo dos autores El-Anwar et al. foi avaliar quantitativamente a distribuição de tensões e deformações entre os sistemas *Ball (O-ring)* e *Locator* sob carga mastigatória simulada.

2. *Materiais e Métodos*:
• Tipo de estudo: Análise de Elementos Finitos (FEA) 3D, simulando uma mandíbula edêntula.
• Protocolo: Dois implantes de titânio (3,7 x 13 mm) posicionados na região de caninos com simulação de *osseointegração* perfeita.
• Carga: Aplicação unilateral de forças compressivas (50, 100 e 150 N) na fossa central da região molar, paralelas ao eixo longo dos implantes.
• Análise: Avaliação de tensões de Von Mises em implantes, componentes protéticos (nylon caps), mucosa e osso (cortical e medular).

3. *Resultados e Discussão*:
• Performance Mecânica: O sistema Locator reduziu as tensões no pescoço do implante em *95%* e nos componentes de nylon em *100%* comparado ao Ball.
• Longevidade: O design do Locator (menor altura e maior diâmetro) favorece a dissipação de tensões por flexão, o que resulta em maior vida útil da prótese e redução nas sessões de manutenção.
• Impacto Biológico: O sistema Ball/Socket transferiu *23% menos tensão ao osso cortical* e *33% menos à mucosa*. Isso ocorre porque seu pescoço mais estreito absorve maior energia da carga oclusal antes de transferi-la às estruturas de suporte.

4. *Conclusão*: O veredito clínico aponta o *Locator como a escolha superior* para otimizar a vida útil dos componentes e do implante, sendo ideal para a rotina de consultório que busca previsibilidade mecânica. Contudo, em pacientes com *osso de baixa densidade* ou mucosa fragilizada, o sistema Ball pode ser uma alternativa estratégica por minimizar o estresse direto sobre o tecido ósseo.

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**Introdução**A longevidade de uma prótese sobre implante depende diretamente da precisão na interface pilar-implante. U...
17/05/2026

**Introdução**
A longevidade de uma prótese sobre implante depende diretamente da precisão na interface pilar-implante. Uma adaptação deficiente pode resultar em soltura de parafusos, desgaste de componentes, perda óssea e infiltração bacteriana. O objetivo deste estudo foi avaliar se pilares protéticos alternativos mantêm o mesmo padrão de adaptação interna que os componentes originais em conexões cônicas.

**Materiais e Métodos**
* **Amostra:** 6 implantes Straumann Bone Level (4.1 x 8 mm) divididos em dois grupos.
* **G1 (Controle):** Pilares originais Straumann; **G2 (Experimental):** Pilares alternativos da marca EFF Dental Componentes.
* **Protocolo:** Os componentes foram instalados com **torque de inserção** de 35 Ncm.
* **Análise:** Os corpos-de-prova foram seccionados longitudinalmente e analisados via **Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV)** com aumento de 600x para mensurar o microgap em regiões pré-determinadas.

**Resultados e Discussão**
* A análise estatística (teste t, p>0,05) não revelou diferenças significativas entre os grupos.
* O microgap médio foi de **37,91µm para originais** e **42,67µm para alternativos**.
* Ambos os grupos demonstraram excelente travamento por fricção na região cônica, característica essencial para a estabilidade antirrotacional e distribuição de cargas. Isso indica que componentes alternativos de qualidade podem replicar a geometria necessária para a manutenção do selamento protético.

**Conclusão**
O veredito é que os pilares alternativos testados apresentam **adaptação interna semelhante aos originais**. Na prática, o cirurgião-dentista pode considerar o uso desses componentes em sistemas de conexão cônica, desde que validados por normas de fabricação rigorosas. Contudo, o autor ressalta que novos estudos sobre fadiga mecânica e infiltração bacteriana são fundamentais para garantir o sucesso a longo prazo.

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A reabilitação de áreas edêntulas posteriores de três elementos gera dúvidas sobre o número ideal de implantes e o desig...
16/05/2026

A reabilitação de áreas edêntulas posteriores de três elementos gera dúvidas sobre o número ideal de implantes e o design protético. Ravidà et al. realizaram este estudo para comparar a sobrevivência, complicações biológicas/técnicas e a relação custo-benefício entre três abordagens comuns, buscando guiar o dentista na seleção da terapia mais adequada.

**Materiais e Métodos:**
* **Tipo de estudo:** Investigação retrospectiva de longo prazo (1990-2017) realizada na Universidade de Michigan.
* **Amostra:** 145 pacientes e 382 implantes ao nível ósseo (**bone-level**).
* **Intervenções:** Comparação entre 3 coroas metalocerâmicas individuais (NSC), 3 coroas esplintadas (SC) ou prótese parcial fixa (ponte) de 3 elementos sobre 2 implantes (ISB).
* **Critérios:** Avaliação da taxa de sobrevivência, sucesso clínico, incidência de **peri-implantite** e custos totais (iniciais + manutenção).

**Resultados e Discussão:**
* **Sobrevivência:** O grupo ISB (ponte sobre 2 implantes) apresentou **100% de sobrevivência**, sendo estatisticamente superior ao grupo de coroas esplintadas (88,5%).
* **Peri-implantite:** A incidência foi significativamente maior em coroas esplintadas (16,7%) do que no ISB (2,8%). A dificuldade de higienização em próteses esplintadas favorece o acúmulo de biofilme.
* **Complicações Protéticas:** Coroas individuais (NSC) tiveram o maior índice de complicações (32,5%), principalmente decimentação e soltura de parafuso.
* **Custo-efetividade:** O ISB foi a opção mais econômica, com custo inicial 16% menor e menos gastos com manejo de complicações a longo prazo.

**Conclusão:**
O veredito para o clínico é que a **prótese fixa de 3 elementos sobre 2 implantes** é a solução ideal. Ela oferece maior taxa de sucesso, menor risco de peri-implantite e melhor viabilidade financeira. No consultório, opte por essa configuração para otimizar a saúde dos tecidos peri-implantares e a longevidade do caso.

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Este resumo apresenta os principais achados do estudo *in vitro* sobre a deformação e forças de falha em montagens de im...
14/05/2026

Este resumo apresenta os principais achados do estudo *in vitro* sobre a deformação e forças de falha em montagens de implante-pilar.

* O estudo avaliou o efeito de pilares retos versus angulados (15°) sob três níveis de perda óssea crestal simulada (0 mm, 1,5 mm e 3 mm).

* Foram utilizados 30 implantes de titânio (hexágono externo), divididos em seis grupos (n=5 por grupo).

* As amostras foram submetidas a forças compressivas em uma máquina de te**es universal até a falha ou ao limite de 1500 N.

**Resultados Principais**

* **Pilares Retos:** Todos os grupos suportaram a carga máxima de 1500 N sem fratura, independentemente da perda óssea, não apresentando diferenças significativas na deformação.

* **Pilares Angulados:** Todos os grupos apresentaram falha por fratura sob cargas significativamente menores (entre 322 N e 394 N). Observou-se uma redução estatisticamente significativa na resistência à falha à medida que a perda óssea aumentou.

* **Microgap:** Após a falha, os grupos com pilares angulados apresentaram um microgap médio consideravelmente maior (260 µm) em comparação aos pilares retos (10 µm), sugerindo um maior risco de colonização bacteriana.

**Conclusões e Significância Clínica**

* A angulação do pilar foi o fator dominante na redução da resistência à fratura, superando o impacto da perda óssea.

* O uso de pilares angulados introduz um risco mecânico imediato, convertendo forças oclusais em momentos de flexão que concentram estresse no parafuso do pilar e no colar do implante.

* Clinicamente, os autores recomendam cautela ao utilizar pilares angulados, priorizando o planejamento protético para minimizar a necessidade de angulação, dado o risco elevado de falha mecânica e complicações biológicas a longo prazo.

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O edentulismo afeta 300 milhões de pessoas, e a reabilitação da maxila atrófica é um desafio devido à pneumatização do s...
13/05/2026

O edentulismo afeta 300 milhões de pessoas, e a reabilitação da maxila atrófica é um desafio devido à pneumatização do seio maxilar e reabsorção óssea. O estudo buscou padronizar as diretrizes clínicas para técnicas de **sinus lift** e aumento alveolar, reduzindo a discrepância entre a prática clínica e as evidências científicas.

**Materiais e Métodos:**
* **Tipo de Estudo:** Levantamento (survey) internacional de rodada única com 116 especialistas de 43 países.
* **Metodologia:** Questionário com 94 declarações avaliadas via escala Likert de 7 pontos.
* **Definição de Consenso:** Concordância >75%; consenso forte >95%.

**Resultados e Discussão:**
* **Planejamento:** A **TCFC (Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico)** é essencial (94,7% de consenso) para avaliar a anatomia sinusal e a patência do óstio.
* **Altura Óssea:** Para instalação simultânea de implantes, a altura subantral mínima sugerida é de **3-4 mm** na técnica lateral e **5 mm** na crestal.
* **Biomateriais:** Materiais **xenógenos** são os preferidos para levantamento de seio. Em **GBR (Regeneração Óssea Guiada)** vertical, a fixação da membrana (pinos/suturas) é crucial (88,9% de consenso) para estabilidade do coágulo.
* **Intercorrências:** Perfurações da membrana de Schneider de até 5 mm não exigem interrupção da cirurgia; o uso de membranas reabsorvíveis é o protocolo eleito.
* **Carga Imediata:** Houve forte oposição à carga imediata em casos de aumentos ósseos complexos, especialmente com próteses não ferulizadas.

**Conclusão:**
O veredito para o cirurgião-dentista é adotar um fluxo digital planejado (CBCT mandatória), priorizar a estabilidade mecânica das membranas em GBR e manter cautela com protocolos de carga em áreas enxertadas. A técnica de escolha deve equilibrar a evidência com a menor morbidade possível.

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**Introdução:** A Osteonecrose dos Maxilares Associada a Medicamentos (OMMBF) é uma complicação severa que impacta o pla...
12/05/2026

**Introdução:**
A Osteonecrose dos Maxilares Associada a Medicamentos (OMMBF) é uma complicação severa que impacta o planejamento de cirurgias dentoalveolares e a osseointegração de implantes. O estudo de **Curi et al. (2020)** foi motivado pela controvérsia sobre a eficácia do marcador bioquímico CTX (telopeptídeo carboxi-terminal do colágeno tipo I) em predizer o risco de necrose óssea em pacientes usuários de bisfosfonatos.

**Materiais e Métodos:**
* **Tipo de estudo:** Avaliação retrospectiva de prontuários médicos e odontológicos.
* **Amostra:** 20 pacientes (19 mulheres e 1 homem), divididos entre portadores e não portadores de OMMBF.
* **Técnicas:** Correlação entre dosagens séricas de CTX e análises sistemáticas de radiografias panorâmicas divididas por sextantes.
* **Critérios radiográficos:** Foram pesquisadas áreas de osteólise, alvéolo fantasma, esclerose óssea, espessamento da lâmina dura e alterações no canal mandibular.

**Resultados e Discussão:**
* **Marcador CTX:** O teste ANOVA não apontou diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p=0,534), revelando que o CTX isolado não é um parâmetro fiel para estimar o desenvolvimento da OMMBF.
* **Achados Radiográficos:** Houve uma correlação positiva forte (r=0,799) entre alterações imaginológicas e a presença da doença.
* **Localização:** A mandíbula (sextantes 4, 5 e 6) foi a região mais afetada.
* Na rotina do consultório, isso significa que variáveis biológicas (idade, álcool, fumo) tornam o CTX instável, enquanto a radiografia traduz melhor a supressão do *turnover* ósseo.

**Conclusão:**
O veredito final é que o exame de CTX não deve ser utilizado como indicador absoluto de risco. O cirurgião-dentista deve priorizar uma anamnese minuciosa e a identificação de sinais radiográficos precoces (como o espessamento da lâmina dura e alvéolos persistentes) para guiar sua conduta clínica e mitigar riscos cirúrgicos.

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Endereço

Volta Redonda, RJ

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