02/06/2026
Dia a dia clínico #8: 🇧🇷🇵🇹
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Um caso rotineiro, a mordida cruzada posterior unilateral é o problema transversal mais comum na infância. A maioria apresenta desvio mandibular para o lado cruzado durante o fechamento mandibular. Observe suas nuances nos slides:
1. Mordida cruzada posterior unilateral esquerda. Observe o desvio da linha média inferior para o lado cruzado. Abaixo, o diastema aberto consequente à expansão rápida maxilar.
2. Acima, o mesmo caso visto no início das trocas dentárias. Observe abaixo que a mordida cruzada posterior não se autocorrige, devendo ser interceptada precocemente a partir dos 5 anos, desde a dentadura decídua.
3. Acima, observe a linha média dentária inferior desviada para o lado cruzado com a mandíbula ocluída. No centro, a linha média inferior melhora com a mandíbula em relação cêntrica, e visualiza-se a interferência dentária entre os caninos esquerdos. Para conseguir ocluir, o paciente desvia a mandíbula para o lado esquerdo, que cruza. Esta interferência surge pois o arco superior não comporta a largura do inferior. Assim, percebe-se que a atresia maxilar normalmente é simétrica nestes. Abaixo, a expansão simétrica maxilar remove a interferência nos caninos, corrige a mordida cruzada posterior, o desvio mandibular e melhora a linha media inferior.
4. Abaixo vemos a mordida cruzada corrigida e melhora considerável da linha média inferior em oclusão, pela ausência de interferência e de desvio mandibular.
5. Expansor Hyrax e expansão maxilar que gerou espaço para alinhamento do dente 22.
6. Aparelho 4 x 2 após o fechamento natural do diastema. Atenção à colagem dos incisivos laterais para manter as suas raízes anguladas para mesial, nesta fase.
7. Estabilidade da correção da mordida cruzada até a dentadura permanente.
8. Correção da Classe II subdivisão do lado esquerdo, com elásticos assimétricos.
9. Evolução na visão frontal.