30/05/2018
A xerostomia, popularmente conhecida como boca seca, trata-se de um sintoma ligado à falta de saliva na cavidade oral em decorrência da diminuição ou interrupção da função das glândulas salivares.
Esta condição pode surgir por diversos motivos, como:
• Uso de certos medicamentos, com antidepressivos e anticolinérgicos;
• Ingestão inadequada de líquidos;
• Respiração bucal crônica;
• Infecções nas glândulas salivares;
• Uso de tabaco;
• Radioterapia realizada na cavidade oral;
• Fatores emocionais, como o estresse;
• Lesões nos nervos que inervam as glândulas salivares;
• Higiene bucal deficiente;
• Patologias sistêmicas e metabólicas;
• Síndrome de Sjögren;
• Síndrome de Heerfordt.
Esta disfunção pode ocasionar dificuldade para deglutir e falar, além de halitose e exacerbado aumento de cáries dentárias, uma vez que o efeito protetor da saliva está ausente ou drasticamente reduzido, deixando também a mucosa bucal mais vulnerável a infecções. Também podem ocorrer alterações na língua, como atrofia das papilas, rachaduras, sensibilidade e queimação.
Quando esta condição é crônica, o paciente f**a predisposto a apresentar cárie dental aguda, problemas periodontais com posterior perda dos dentes. Em decorrência da secura da boca, o paciente sente incomodo para utilizar próteses dentárias e aparelhos protéticos.
Durante o diagnóstico do fator desencadeante da xerostomia, é importante identif**ar se tem causa salivar ou não-salivar. Deve-se fazer a distinção entre a boca seca relacionada à hipofunção secretora ou não, para a implementação do tratamento adequado.
Pacientes com xerostomia, além do tratamento adequado, podem adotar algumas medidas, como aumento da ingestão de água, goma de mascar sem açúcar e evitar o uso de tabaco e álcool. Realizar uma boa higiene bucal e check-ups regulares auxilia na manutenção de uma boca saudável.