28/09/2013
Próteses parciais removíveis.
(Texto retirado da apostila de Luiz Renato castellano, Marcelo castellano e Celso minervino russo)
A despeito da evolução da odontologia nos últimos anos com o advento dos implantes e também de técnicas e materiais para confecção de próteses fixas, a prótese parcial removível ainda merece atenção. Em virtude de sua indicação bastante ampla, pode-se solucionar com a ppr, mesmo que com algumas limitações, o problema de ausência de elementos dentários nas mais variadas situações. Em ocasiões nas quais sejam a melhor opção, a ppr pode ser a melhor alternativa.
Entretanto apesar de ser largamente utilizada, a ppr tem alguns enigmas entre os pacientes e também entre os profissionais menos informados, como o fato de que ela, com o tempo, "esmaga" os dentes. De fato, problemas como cáries, inflamação gengival e mobilidade dos dentes pilares comumente podem ser observados em pacientes portadores de ppr's. Contudo esses problemas ocorrem frequentemente em virtude de flata de planejamento e também falta de proparo prévio da boca, bem como de uma orientação adequada ao paciente para higienização da prótese e dos dentes. Muitas vezes uma impressão inadequada ou mesmo o vazamento do gesso não imediato, podem determinar o insucesso da ppr.
A falta de conhecimento necessário para o planejamento leva o profissional a realizar a ppr da seguinte maneira: tomada a impressão em alginato, enviar ao laboratório para que o técnico faça todo o planejamento da estrutura e também já a confeccione, impedindo a realização de qualquer preparo prévio. O técnico, por sua vez, ignorando os princípios mecânico e biológico através dos quais se baseia o planejamento, faz a distribuição dos elementos da ppr da maneira mais conveniente, e assim se inicia uma ppr com grandes chances de insucesso.
Apesar de ter como principal indicação o seu baixo custo, alguns profissionais, por relegarem a questão planejamento/preparo prévio, acabam por cobrar honorário excessivamente reduzidos, criando um círculo vicioso, ou seja, não se esforçam em executar uma ppr satisfatória porque tem pouco lucro e cobram pouco porque não se esforçam com esse tipo de próteses. Provavelmente serão os mesmos profissionais que, futuramente, vão concordar com o paciente quando este levantar a hipótese que a ppr "estraga" os dentes.