20/04/2025
Oi, Vôzinho. Como está aí em cima? Já estamos com muita saudade…
Esse lugar, tão amado pelo senhor e por todos nós, jamais será o mesmo. Dói tanto acreditar que o senhor se foi. Ao mesmo tempo, sinto um alívio imenso em saber que não está mais sofrendo, que hoje está descansando nos braços do Pai, livre da dor e do sofrimento.
Aqui embaixo está tudo bem, viu? A dor, em breve, vai se transformar em saudade e boas lembranças.
Obrigada por tudo que fez por mim. Fui sua primeira neta, sua afilhada e seu xodozinho.
Quem é próximo a mim sabe do amor incondicional que tenho pelo senhor. Sempre falei que não saberia o que fazer com a sua ausência. Nunca consegui me imaginar sem o seu colo, o seu abraço, o seu “tô bom, bonito, gostoso e mentiroso”.
Mas o senhor, com sua bondade e amor tão puro, me preparou. Foram exatos 30 dias de luta, de noites mal dormidas, de orações, de dias e dias no hospital, no CTI… Sempre terei a sensação de que poderia ter feito mais. Mas nada, nada do que eu fizesse, se compararia a nem 1% de todo o amor e dedicação que o senhor teve por mim.
Durante toda a minha vida, nunca gostei nem de pensar nesse dia, mesmo sabendo que ele chegaria. Mas o senhor partiu. Cumpriu sua missão aqui na Terra. Foi um homem de muita bondade com todos, um homem de caráter, honesto e leal com todos à sua volta. Foi um excelente pai, avô, sogro, marido… e até bisavô!
Mesmo com tanta dor no coração, pedi a Deus pela sua cura, mas, acima de tudo, que fosse feita a vontade d’Ele. Pedi que o livrasse desse sofrimento — e Ele, com sua misericórdia, me ouviu. Sua partida foi serena. O senhor, que foi tão especial para todos que o conheceram, partiu de forma igualmente especial: numa Sexta-feira da Paixão — justo no dia em que o mundo se cala diante da dor e do amor maior.
Foi como se o céu também chorasse sua ausência.
A saudade é imensa, mas me consola pensar que o senhor se foi envolto em fé, luz e silêncio sagrado.
Te carrego comigo todos os dias.