09/12/2025
A mãe chegou hoje dizendo "Doutor, estava aqui pensando que há 8 anos o senhor nos recebia pela primeira vez em uma salinha pequena neste mesmo prédio, e como isso aqui cresceu..."
E eu disse "E pensar que o Lucas batia na minha cintura..."
Ela então disse "Verdade! Ele tinha 9 anos e não gostava de nenhum dentista, não conseguia. Quando veio com o senhor, amou."
O tempo passa depressa. A Luciana, o Lucas e a Júlia são meus pacientes há tanto tempo sim. Primeiro iniciaram os filhos, depois iniciou a mãe, e dessa família querida ainda vieram outras indicações.
Nessa caminhada como dentista fiz amigos e pessoas que quero muito bem, e que tenho na mente, de cabeça, não apenas um histórico de tudo o que foi feito, tanto por mim quanto por outros profissionais, mas também nossos papos, seus medos, suas histórias, conselhos, desafios, desabafos.
Alguns dizem em seus depoimentos que "se sentem parte da família". E acho que, no fundo, como um bom descente da cultura italiana, foi isso mesmo que sempre busquei. Cuidar e tratar todos como se fossem da minha. E vejo que consegui.
Hoje eles retornam mais uma vez, dessa vez pelos sisos.
A gente sempre se pergunta o que é ter sucesso na vida, né? Eu posso lhes garantir que uma parte da resposta é se sentir tão querido pelos pacientes como me sinto. Cuidar de pessoas tem a ver com isso, é algo além daquilo que o dinheiro é capaz de tocar.