17/04/2025
A hipersensibilidade dentinária pós-clareamento é frequentemente interpretada como uma consequência direta do procedimento.
No entanto, evidências clínicas apontam que, na maioria dos casos, ela atua como um marcador de alterações estruturais pré-existentes que não foram identif**adas durante a anamnese e o exame clínico.
Entre os principais fatores predisponentes estão:
🔬 Recessão gengival: promove exposição radicular e redução da proteção mecânica contra estímulos térmicos e químicos.
🔬 Lesões cervicais não cariosas (LCNCs): alteram a morfologia da junção amelocementária, facilitando a transmissão de estímulos.
🔬 Microtrincas e infiltrações: comprometem a barreira dentária e favorecem a difusão de substâncias até a polpa.
🔬 Hábito alimentar e parafunções: contribuem para o desgaste e fragilidade estrutural.
O clareamento em pacientes com Síndrome do Envelhecimento Precoce Bucal (SEPB) ou com doenças não cariosas em progressão pode amplif**ar sintomas negligenciados — e comprometer não só o conforto, mas a longevidade dos resultados.
Ao dentista cabe a responsabilidade de realizar uma triagem minuciosa antes do procedimento clareador, identif**ando riscos e adaptando condutas.
🙋♂ Ao paciente, cabe o direito de saber que dor não é um efeito esperado.
Se você sentiu dor após clarear os dentes, procure um profissional que investigue com profundidade — e trate a causa, não apenas o sintoma.
📢 Esse é o propósito do movimento
📌 Compartilhe este conteúdo e nos ajude a conscientizar mais pessoas!