25/11/2020
Sabe-se que dormir bem é relaxante e faz muito bem à saúde.
Em contrapartida, noites mal dormidas podem afetar negativamente a vida das pessoas. Estudos apontam que 30% da população brasileira apresenta algum distúrbio ligado ao sono. Neste caso, a Odontologia do Sono tem como objetivo tratar alguns distúrbios que desenvolvem-se ou potencializam-se enquanto dormimos.
O ronco, por exemplo, pode ser manifestação inicial de um problema mais grave como sobrecarga cardiopulmonar, doenças respiratórias, sonolência durante o dia, baixo rendimento intelectual e no trabalho, cansaço e irritabilidade persistentes, fadiga e grande dificuldade em adormecer. No caso das crianças que roncam, é possível perceber grande agitação no decorrer do dia e igual dificuldade em adormecer.
Já a apnéia (falta da entrada de ar quando dormindo por mais de 10 segundos), está associada a uma sonolência excessiva diurna, fadiga, diminuição da memória e falta de concentração.
O bruxismo (hábito de ranger ou apertar os dentes) pode ter como consequências, além do desgaste dental e comprometimento estético e funcional, dores de cabeça, desconforto e má qualidade do sono. É importante saber que os profissionais qualificados para diagnosticar e tratar o ronco e a apnéia são os otorrinolaringologistas, pneumologistas, psiquiatras, cardiologistas e clínicos com ênfase em Medicina do Sono. Posteriormente, e quando a abordagem requer a intervenção do cirurgião-dentista, a este são reencaminhados os pacientes por estes médicos. Caso seja diagnosticado somente o ronco ou a apneia leve, o tratamento poderá ser realizado pelo cirurgião-dentista, através do uso de um aparelho intra-oral específico. (fonte:CFO)