31/05/2021
"Segundo dados da OMS, sete milhões de pessoas morrem anualmente pelo tabagismo; destas, 900 mil são vítimas de fumo passivo. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa da dependência de nicotina. Estima-se que R$ 56,9 bilhões são perdidos a cada ano devido a despesas médicas e redução de produtividade, e 156.216 mortes anuais – principalmente, o câncer – poderiam ser evitadas.
Estudos da OMS comprovam que a fumaça do cigarro tem mais de 4,7 mil substâncias tóxicas, que também afetam a boca. O consumo regular do tabaco associado à má higienização bucal pode provocar a proliferação de diversas bactérias e patologias prejudiciais, inclusive, para o restante do corpo. Entre as doenças provocadas pelo tabaco, as principais são: Halitose (mau hálito); câncer bucal (denominação que inclui os cânceres de lábio e de cavidade oral – mucosa bucal, gengivas, palato duro, língua oral e assoalho da boca); e doença periodontal (processo inflamatório crônico da gengiva e/ou dos tecidos de suporte dos dentes).
A nicotina, um dos principais compostos químicos presentes no cigarro, é uma substância que adere ao esmalte dentário facilmente e escurece a sua pigmentação. Outro aumento da produção de melanina pelo corpo, o que afeta diretamente os tecidos da boca, como a gengiva e as bochechas, causando a chamada melanose de fumante, provocando assim, manchas escuras.
A fumaça do cigarro afeta a mucosa da boca dificulta a cicatrização e diminui a eficiência do sistema imunológico, tornando o fumante mais frágil às bactérias, vírus e fungos. A fumaça do cigarro provoca o ressecamento da boca e inibe a produção de saliva. Dessa forma, parte das substâncias consumidas permanece na cavidade oral e é digerida, exalando odores que provocam a halitose. Além disso, as próprias substâncias produzidas pela combustão do tabaco presente no cigarro se alojam nos pulmões, garganta e nariz e também ajudam a aumentar os odores desagradáveis que geram o mau hálito."