09/09/2025
A vida de minha avó Clarice começou nas fazendas de seus pais, Coronel Benvenuto Noya e Dona Cândida Noya, em São Felipe. Ainda jovem, partiu para estudar em Nazaré, sempre acompanhada de sua irmã e inseparável amiga, Mariá Noya, sua fiel escudeira de toda a vida.
Casou-se muito cedo com meu avô, Álvaro Brandão, com quem construiu uma história de amor e companheirismo. Dessa união nasceram cinco filhos, sendo minha mãe, Sônia Noya Brandão, a primogênita. Mais tarde vieram cinco netos, entre eles eu, também primogênito, e cinco bisnetos que completaram sua trajetória de afeto e continuidade.
O destino, porém, levou meu avô precocemente, quando ela tinha apenas 45 anos. A partir daí, minha avó, com sua força e resiliência, dedicou-se ainda mais aos filhos e netos. Viveu uma vida de devoção, sem vaidades, sempre disponível para todos, oferecendo seu tempo, sua presença e seu cuidado incondicional.
Vó, você foi umas das grande baliza da minha vida. Nunca desistiu do menino questionador que eu fui. Jamais esquecerei sua dedicação para que eu estudasse, seus ensinamentos e até mesmo a forma como me ninava para dormir.
Na sua essência, sempre haverá em minha memória essa mistura única: o “general” firme, austero e assertivo, mas também a mulher doce, acolhedora e empática, que sabia aconselhar e orientar sem perder a ternura.
Seu legado não se apaga. Você viverá em cada um de nós, na firmeza dos seus exemplos e na doçura das suas lembranças.
Você jamais será esquecida.
Te amo, vó.