26/08/2026
Dor de cabeça há anos, e cada época com um nome diferente: foi TPM, virou estresse, virou ansiedade, virou menopausa, virou enxaqueca.
Um nome organiza a conversa e tem função. Mas nome não é causa — causa responde por que aquilo começou. Quando o nome não resolve, costumam sobrar duas saídas: remédio contínuo ou cirurgia. Uma acompanha a vida inteira, a outra assusta. Existe uma terceira: investigar antes de decidir.
E se você parou de procurar, você não desistiu por fraqueza. Desistiu porque ninguém te deu uma resposta que fechasse a conta.
Tem uma estrutura que quase nunca entra nessa investigação. Põe o dedo bem na frente da orelha e abre a boca: aquilo que se mexeu é a articulação temporomandibular. Ela f**a colada ao ouvido, sob o músculo temporal e no caminho dos nervos que sobem para a cabeça.
Por que ninguém olhou ali? Porque ela f**a no meio do caminho: o dentista olha o dente, o otorrino olha o ouvido, o neurologista olha a cabeça. A articulação f**a no meio dos três e acaba sem dono.
E ninguém errou nessa história. Tanto que a classif**ação internacional de cefaleias, a mesma que os neurologistas usam, tem um item específico para dor de cabeça atribuída a disfunção temporomandibular. Está na literatura deles.
Três coisas ditas com honestidade, porque você já ouviu promessa demais: às vezes é cirurgia mesmo, e quando for eu falo. Às vezes não tem nada a ver com a articulação, e aí eu falo também e digo pra não mexer. E eu não prometo que passa — eu proponho investigar, medir e acompanhar. Quando você mede, deixa de ser opinião e vira fato.
Salva a última lâmina. São quatro perguntas que você leva para qualquer profissional.
Comenta ATM aqui embaixo que eu te digo o que vale investigar no seu caso.
E manda esse carrossel pra quem já desistiu de procurar.
Dr. Marcelo Chiarini · Especialista em Ortodontia · Pós-graduado em Patologia e Disfunção da ATM · CRO-BA 6713 · Salvador-BA
Conteúdo educativo — não substitui consulta.