Maxime Odontologia

Maxime Odontologia Dentro de um ambiente acolhedor, moderno e sofisticado, a Clínica Maxime conta com uma infra-estrut

16/06/2026

Dimensão vertical de oclusão é um dos temas mais discutidos na reabilitação oral e ao mesmo tempo um dos mais mal compreendidos na prática clínica.

O raciocínio que se tornou comum é equivocado: dentes anteriores desgastados não significam, necessariamente, perda de dimensão vertical. Esse desgaste geralmente indica protrusão mandibular com atrito na posição de topo a topo. Para avaliar corretamente se houve perda de dimensão vertical, o olhar precisa ser dirigido para a posição e condição dos dentes posteriores.

O aumento da dimensão vertical é, muitas vezes, uma estratégia legítima, utilizada para criar espaço protético, otimizar estética e melhorar relações oclusais anteriores. Mas é preciso ter clareza: toda vez que se opta por aumentar a dimensão vertical, o tratamento passa a ser complexo. Todos os dentes de pelo menos um arco precisam receber intervenção e uma nova oclusão precisa ser reconstruída e ajustada nessa nova dimensão.

Os problemas relatados na literatura não decorrem do aumento em si. Decorrem da falha em equalizar a oclusão após a mudança dimensional. Pense nisso.

A pergunta correta não é se se deve ou não aumentar a dimensão vertical. A pergunta central é: você sabe ajustar a oclusão na nova dimensão?

09/06/2026

A pergunta que mais recebo é sobre qual scanner ou material de moldagem escolher. Mas a resposta que transforma resultados está em outro lugar.

O controle tecidual é o fator determinante de qualquer moldagem bem-sucedida. Sem tecidos saudáveis nenhum equipamento ou material resolve.

No escaneamento digital, a exigência é ainda maior. As margens precisam estar completamente expostas, secas, livres de sangue ou saliva. O fluxo do material convencional até pode alcançar margens subgengivais. Com o scanner, não existe essa margem de erro pois a luz não faz curva.

A técnica do duplo fio continua sendo a mais utilizada e por boas razões. O que faz diferença na prática é a padronização: fios pré-cortados, em comprimentos e diâmetros definidos por dente, organizados e prontos para uso. Por exemplo, no incisivo lateral, fio 00 de 2 cm para o primeiro fio. Para fenótipo médio a espesso, fio número 1 com 2,5 cm, com a pontinha exposta para remoção facilitada no momento da moldagem ou do escaneamento.

Padronização é eficiência. E eficiência é o que separa um resultado previsível de um resultado de excelência.

02/06/2026

Não existe ajuste oclusal eficiente sem uma leitura clínica precisa.

Cada marcador que utilizo em meu protocolo tem uma função específica. O papel de articulação de 200 ou 100 µm oferece um mapeamento inicial. A seda, com seus 80 a 90 µm, é o recurso que mais utilizo para cerâmica, pela qualidade de marcação que nenhum outro material replica. Os filmes de articulação, mais finos, entre 15 e 30 µm, permitem o ajuste final. O Shimstock fecha o protocolo verificando se todos os dentes restaurados possuem contatos simultâneos.

Papéis, seda e filmes são, por natureza, meios subjetivos. A precisão do ajuste depende da capacidade do clínico de interpretar a marcação e realizar os ajustes com critério.

O principal objetivo é axializar as cargas, direcionando os contatos para o fundo da fossa ou para as pontas da cúspide. Esse princípio protege o periodonto, minimiza forças em direções desfavoráveis e aumenta a longevidade dos materiais restauradores.

Técnica e raciocínio clínico devem trabalhar em conjunto.

25/05/2026

Oclusão é um dos temas que mais divide a odontologia — e também um dos que mais geram insegurança clínica.

Não porque seja impossível de entender.
Mas porque, durante décadas, fomos expostos a escolas, filosofias e metodologias que frequentemente se contradizem.

O resultado?
Excesso de teoria.
Pouco raciocínio clínico.
Muita informação.
Pouca clareza para decidir.
E a consequência aparece exatamente onde mais importa: na tomada de decisão.

Minha principal área de atuação é a odontologia restauradora. E existe algo que aprendi ao longo dos anos:
Toda restauração — direta ou indireta — exige compreensão de função.
Não existe reabilitação previsível ignorando a oclusão.

Pode até funcionar no curto prazo.
Mas a longevidade cobra a conta.

Ao longo da minha trajetória, o que tenho buscado é simplificar processos sem perder precisão.

Menos dogma.
Mais biologia.
Menos filosofia rígida.
Mais raciocínio clínico.
Entender quais ferramentas usar em cada contexto.
Construir critérios.

Transformar ajuste oclusal em um procedimento sob domínio — e não em uma fonte permanente de dúvida.
Porque boa odontologia não depende apenas de técnica.
Depende de tomada de decisão.
E toda boa tomada de decisão começa com entendimento.

19/05/2026

O tratamento que dura não é o que foi executado com mais habilidade. É o que foi planejado com mais inteligência — e acompanhado com mais rigor.

Minha clínica tem 38 anos. E o que mais me dá satisfação não é o tratamento que eu entreguei — é ver ele funcionando 10, 15, 20 anos depois.

Mas isso não acontece por acaso.

Desde o primeiro momento do planejamento, eu já estou pensando nos fatores de risco daquele paciente. Biológico, estrutural, funcional, estético. Cada um deles determina com que frequência esse paciente precisa voltar, o que vamos avaliar, quando tirar radiografia.

Não existe "retorno a cada 6 meses para todo mundo". Isso é propaganda de pasta de dente da década de 60. O que existe é análise de risco individual — e um plano de manutenção construído em cima disso.

Hoje o scanner intraoral mudou o jogo nesse controle. Conseguimos mensurar desgaste em micrômetros, monitorar alterações de oclusão ao longo do tempo, mostrar ao paciente o que está acontecendo com o sistema dele. É uma ferramenta de monitoramento — e de motivação para o retorno.

Pensa nisso.

Como um rio, a vida raramente segue em linha reta — e quase nunca com águas tranquilas. Em certos momentos, ela exige es...
18/04/2026

Como um rio, a vida raramente segue em linha reta — e quase nunca com águas tranquilas. Em certos momentos, ela exige escolha, direção, intenção. Não dá para simplesmente deixar o barco à deriva e esperar que tudo faça sentido depois.
Esses dois dias foram exatamente o oposto disso.
Foram dias de presença real, de troca intensa, de conversas que não ficaram na superfície. Em boa companhia, a jornada muda de nível: ideias são discutidas, certezas são questionadas, e aquilo que parecia sólido começa — finalmente — a evoluir.
Há algo poderoso em estar cercado por pessoas que não apenas concordam, mas que provocam, ampliam e refinam o nosso olhar. Isso não é sempre confortável — mas é onde o crescimento acontece.
E, como no rio, nem sempre chegamos onde imaginávamos. Mas, quando o percurso é compartilhado com as pessoas certas, o destino deixa de ser o ponto principal. O valor está no que foi construído ao longo do caminho.

História & Estórias.Ano de 1995. 1º Congresso de Odontologia Estética do Brasil, organizado por Robert Coachman.Na época...
02/04/2026

História & Estórias.
Ano de 1995. 1º Congresso de Odontologia Estética do Brasil, organizado por Robert Coachman.
Na época, eu trabalhava no Instituto Coachman e recebi a tarefa de apresentar um jovem dentista recém-chegado de sua pós-graduação nos Estados Unidos.
O nome: Newton Fahl.
A aula foi memorável. Não apenas pelo conteúdo, mas pelo nível de excelência — didática clara, casos clínicos impecáveis e um padrão que, na prática, redefinia o que muitos de nós entendíamos como referência.
Avançando no tempo…
Hoje, estar em um evento organizado por ele e ter a oportunidade de compartilhar anos de estudo e experiência com um grupo altamente qualificado é um grande privilégio que a vida me deu.
O tempo reorganiza papéis, mas mantém o essencial: a busca pela constante evolução, com consistência, ao longo de um caminho que não tem fim.

Foram três dias intensos de discussões clínicas, troca de experiências e reflexão sobre como integrar estética, função e...
14/03/2026

Foram três dias intensos de discussões clínicas, troca de experiências e reflexão sobre como integrar estética, função e biologia na odontologia restauradora.

É sempre inspirador estar com colegas tão interessados, críticos e comprometidos com a excelência clínica e com a evolução profissional.

Muito obrigado pela confiança e pela oportunidade de compartilhar ideias que possam contribuir para tratamentos mais previsíveis, responsáveis e duradouros.

19/02/2026

O ajuste oclusal é um exemplo claro de onde o detalhe define o sucesso a longo prazo. Não se trata apenas de "marcar contatos", mas de entender a hierarquia dos materiais:

A seleção criteriosa: O uso de diferentes substratos (papel, seda, poliéster) e espessuras variadas.

A sequência lógica: Evoluir do mais espesso para o mais fino, otimizando o tempo de cadeira e a precisão do desgaste.

O veredito final: O uso indispensável do Shimstock (8 a 12 micrômetros) para a validação real dos contatos.

Se você busca longevidade nas suas reabilitações, precisa dominar as ferramentas de checagem. A consistência nasce onde a negligência termina.

Assista ao vídeo para entender como organizo essa etapa no meu dia a dia.

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