02/10/2026
A amamentação está associada à redução do risco de câncer de mama e é reconhecida pelo INCA como um fator de proteção.
Mas por que isso acontece?
Durante a amamentação, ocorrem alterações hormonais e mudanças no tecido mamário. O INCA destaca que o aleitamento reduz a exposição a alguns hormônios relacionados ao risco da doença e favorece a eliminação de células mamárias que possam apresentar alterações.
E existe uma relação importante com o tempo: estudos mostram que, de forma geral, quanto maior a duração acumulada da amamentação, maior a proteção observada. Uma grande análise internacional publicada no The Lancet, que reuniu dados de 47 estudos e mais de 147 mil mulheres, encontrou redução do risco de câncer de mama associada a cada 12 meses adicionais de amamentação.
Mas um lembrete é fundamental: não ter amamentado não significa que uma mulher terá câncer de mama. A amamentação é apenas um dos diversos fatores relacionados ao risco da doença.
Cuidar da saúde da mulher também envolve hábitos saudáveis, acompanhamento médico e atenção aos fatores de risco individuais.
Neste Outubro Rosa, informação baseada em evidências também é uma forma de cuidado. 💗
Fontes:
• INCA — Instituto Nacional de Câncer / Ministério da Saúde. (ninho.inca.gov.br)
• Collaborative Group on Hormonal Factors in Breast Cancer. Breast cancer and breastfeeding: collaborative reanalysis of individual data from 47 epidemiological studies in 30 countries. The Lancet. 2002;360:187–195. (PubMed)