06/09/2026
COMO O IMPLANTE DENTAL ENVELHECE?
Quando a medicina coloca uma prótese no corpo humano, um joelho, uma válvula cardíaca ou um implante mamário, ninguém espera que ela permaneça inalterada para sempre.
Então por que esperaríamos isso de uma prótese sobre implante?
Implantes e próteses implantossuportadas podem sobreviver muito bem por 10, 15, 20 anos ou mais. Mas sobrevivência é diferente de sucesso!
Sobreviver é continuar presente. Sucesso é permanecer presente, saudável, funcional e esteticamente estável.
E em 20 anos muda muita coisa…
Os tecidos envelhecem. Os dentes se movimentam e se desgastam. Mudam a oclusão e o próprio paciente. O implante osseointegrado não acompanha todas essas mudanças como um dente natural.
Por isso vemos contatos se abrindo, alterações estéticas, desgaste, cerâmica lascada, parafusos frouxos ou fraturados, mucosite e peri-implantite.
Não é apenas o implante que envelhece. Envelhece todo o sistema ao seu redor.
Quando começamos a trabalhar com implantes, há cerca de 30 anos, a implantodontia era muito diferente. Evoluíram a macrogeometria, superfícies, conexões e nosso conhecimento da biologia. Os implantes se popularizaram, nossos pacientes envelheceram com eles, e a ciência também amadureceu.
Hoje podemos confrontar o que vemos no consultório com a literatura científ**a atual e pregressa.
No IN 2026, dia 22 de setembro, às 16h, estarei com meus amigos Ariovaldo Stefani e Carlos Pena para fazer justamente isso.
Somadas nossas trajetórias, são quase 90 anos de experiência clínica reunidos em uma hora, frente a frente com a literatura atual.
O que sobreviveu? O que envelheceu? O que quebrou? O que mudou? E o que aprendemos?
Implantes são extraordinários. E nosso desejo é que envelheçam com nossos pacientes e permaneçam em função por toda a vida. Para isso, manutenção não é apenas “limpeza”: é acompanhar a biologia, a oclusão e a prótese ao longo do tempo, intervindo no pequeno para evitar o grande.😉
IN 2026 | 22 de setembro | 16h