15/01/2026
O dentista precisa saber como proceder! Estudo e atualização contínua para o melhor atendimento ao paciente.
O manejo odontológico de pacientes com histórico de convulsão (epilepsia) requer cuidados especiais, uma anamnese detalhada e um plano de tratamento adaptado para garantir a segurança do paciente. A condição e a medicação podem ter impactos na saúde bucal e no próprio atendimento.
Cuidados Preventivos e Planejamento
Anamnese Detalhada: É fundamental que o cirurgião-dentista obtenha um histórico médico completo, incluindo a frequência, tipo e gatilhos das crises convulsivas, e quais medicamentos o paciente utiliza.
Crises Controladas: Pacientes com crises bem controladas por medicação geralmente podem ser tratados em um consultório odontológico padrão. Para casos de crises severas ou não controladas, o atendimento deve ser realizado em ambiente hospitalar, com o devido suporte médico.
Comunicação com o Médico: O dentista deve, se necessário, comunicar-se com o neurologista do paciente para coordenar o plano de tratamento e verificar possíveis interações entre os medicamentos odontológicos (como anestésicos) e os anticonvulsivantes.
Prevenção de Traumas: Devido ao risco de perda de consciência e quedas durante uma convulsão, que podem levar a fraturas ou avulsões dentárias, a prevenção de traumas bucomaxilofaciais é crucial.
Impacto dos Medicamentos: Alguns medicamentos anticonvulsivantes podem causar alterações orais, como hiperplasia gengival (crescimento excessivo da gengiva), que precisa ser avaliada e tratada pelo dentista.