14/08/2026
A Mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV e pode apresentar manifestações na cavidade oral, fazendo com que o cirurgião-dentista tenha um papel estratégico na identificação precoce dos casos.
De acordo com o Dr. José Narciso Rosa Assunção Junior, membro da Câmara Técnica de Estomatologia do CROSP, o quadro clínico costuma incluir febre, aumento dos linfonodos, mal-estar e lesões na pele e nas mucosas, inclusive na boca. Essas alterações podem se apresentar como feridas, úlceras, bolhas ou vesículas com pus nos lábios, língua, gengivas, bochechas e garganta, causando dor, dificuldade para engolir, falar, se alimentar e realizar a higiene bucal.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões de pele ou mucosas de pessoas infectadas, além da exposição a fluidos corporais e secreções respiratórias durante contato próximo e prolongado. Também pode ocorrer pelo contato com objetos contaminados, como roupas, toalhas e roupas de cama.
Entre as principais medidas de prevenção estão evitar contato com pessoas que apresentem lesões suspeitas, higienizar frequentemente as mãos, não compartilhar objetos de uso pessoal e utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) quando houver risco de exposição.
Além de reconhecer sinais sugestivos da doença, o cirurgião-dentista deve seguir rigorosamente os protocolos de biossegurança, orientar o paciente quanto aos cuidados necessários e, quando indicado, realizar o encaminhamento para avaliação médica.
Segundo dados do Ministério da Saúde, até março de 2026 foram registrados 140 casos de Mpox no Brasil.