30/09/2026
A perda de um dente não afeta apenas a estética e a mastigação. Com o passar do tempo, o osso alveolar que anteriormente sustentava sua raiz deixa de receber os estímulos associados à presença do dente e pode sofrer um processo de reabsorção, reduzindo o volume ósseo disponível para a colocação de um implante.
É nesse contexto que o enxerto ósseo dentário pode ser indicado. O procedimento tem como objetivo aumentar ou reconstruir o volume ósseo da mandíbula ou da maxila quando a quantidade ou a configuração do osso não é suficiente para o planejamento do implante. A indicação depende da avaliação individual, da região que receberá o implante e das condições ósseas encontradas nos exames.
A perda óssea também pode estar relacionada a outras situações, como:
Perda dentária há muito tempo: quanto maior o período desde a perda do dente, maior pode ser a alteração do volume e do formato do rebordo ósseo.
Doença periodontal: a periodontite pode provocar perda dos tecidos que sustentam os dentes e comprometer o osso ao redor deles.
Traumatismos e alterações ósseas: traumatismos faciais, extrações dentárias traumáticas, infecções e determinados procedimentos anteriores também podem alterar a estrutura óssea da região.
Pouca altura óssea na região posterior da maxila: na região posterior da maxila, a proximidade do seio maxilar pode limitar a quantidade de osso disponível para determinados implantes.
A decisão depende de diagnóstico, exames de imagem e planejamento individualizado. Em alguns pacientes, o implante pode ser realizado sem enxerto; em outros, a reconstrução óssea pode ser necessária para criar condições mais adequadas para a reabilitação.
Se você perdeu um dente ou recebeu a indicação de implante e existe dúvida sobre a quantidade de osso disponível, uma avaliação especializada pode ajudar a identif**ar a melhor estratégia para o seu caso.