17/10/2022
Depende!!
Por anos a cárie na primeira infância era justificada com base principalmente da enorme prática do aleitamento materno noturno, onde evidências antigas enfatizavam o ato de amamentação como a principal causa da doença. Hoje estudos recentes desmentem essa associação demonstrando resultados em que o leite materno não diminui o pH da boca, ao contrário do açúcar.
Embora o leite materno seja a primeira escolha para o recém-nascido, os substitutos do
leite materno desempenham um papel indispensável na nutrição infantil quando a
amamentação não é possível, desejável ou suficiente.
Na ausência de leite materno torna-se necessário alimentar o lactente e, é neste contexto,
que a indústria tem vindo a aprimorar a composição das fórmulas lácteas infantis, com o
objetivo de aproximá-las o mais possível do leite materno, de forma não apenas a satisfazer as necessidades nutricionais e a otimizar o crescimento e desenvolvimento nesta fase crucial da vida, mas também, a promover a saúde futura da criança.
Os lipídios presentes nas fórmulas infantis são compostos por gordura láctea de distintas
fontes de origem vegetal tais como soja, milho, girassol, canola e palma, os hidratos de
carbono, em algumas fórmulas, têm apenas lactose enquanto noutras têm misturas de
diferentes tipos (lactose, sacarose, maltose-dextrina, polímero de glicose e amido), aí é que está o perigo. 😞
A maior parte das fórmulas infantis existentes no mercado atualmente, mesmo que muito
desenvolvidas e controladas por entidade reguladoras, são consideradas pelos
investigadores como cariogênicas, principalmente aquelas que na sua composição têm
maioritariamente sacarose.