02/06/2026
Muitos colegas não conseguem implementar a terapia de prevenção ou de reconstrução adequada porque não estão convencidos sobre seus benefícios ou sobre a sua real necessidade.
Desse modo, antes de convencer o paciente, precisamos conhecer e entender as razões que fundamentam as nossas orientações e posturas preventivas e/ou terapêuticas.
A dentina radicular é um tecido biológico vivo, inervado, que não foi projetado para permanecer exposto às “intempéries” bucais. É um tecido bem mais solúvel do que o esmalte dental e portanto menos resistente aos desafios ácidos e à abrasão; é sensível e pode trazer desconforto ao paciente, impedindo a correta higiene bucal; é um tecido orgânico, degradável e poroso, o que favorece o acúmulo de biofilme sobre a sua superfície, e por consequência a progressão das recessões gengivais.
De fato, a dentina é um tecido de “bastidores”: tem um papel importantíssimo no funcionamento do órgão dental e do sistema estomatognático, mas não deve estar na “linha de frente”. A dentina faz uma parceria vantajosa com o esmalte dentário, que é bem mais resistente aos desafios ácidos e à abrasão.
O nosso paciente precisa saber disso através de uma linguagem acessível e clara. Existem diversas maneiras de proteger a dentina e prevenir perdas teciduais, tudo depende do correto diagnóstico.
Cirurgiã-dentista responsável: Dra. Maristela Lobo CROSP 81401.