Dra. Maristela Lobo

Dra. Maristela Lobo 🔸Prof. de Odontologia Estética Multidisciplinar
🔸PhD em Odontologia
🔸Mais de 2000 alunos formados
🔸Editora-chefe .face
CRO SP 81401

Comente RR e eu te envio um artigo sobre o assunto no seu direct.Recobrimento radicular em fenótipo periodontal fino: o ...
20/04/2026

Comente RR e eu te envio um artigo sobre o assunto no seu direct.

Recobrimento radicular em fenótipo periodontal fino: o maior desafio não está na técnica.

Casos como este reforçam um princípio que orienta toda a minha prática. A técnica é um instrumento.

O raciocínio biológico é o que determina o resultado.

Quando o fenótipo é fino, a margem de tolerância tecidual é estreita.

Qualquer decisão intraoperatória que ignore essa realidade compromete o reparo antes mesmo de a sutura ser finalizada.

O que orienta minha conduta nesses casos é a compreensão do reparo em duas dimensões simultâneas. Na escala micro, pela resposta celular e pela sinalização bioquímica da ferida. Na escala macro, pelos princípios de biotensegridade: a forma como os tecidos suportam, redistribuem e respondem às tensões mecânicas após o procedimento.

Na prática clínica, o que se observa é que os casos com maior índice de recobrimento completo são exatamente aqueles em que o protocolo respeitou a biologia antes de obedecer à técnica.

O tecido não mente. O pós-operatório de 30 dias é a leitura mais honesta de tudo que foi feito antes.

Responsável Técnica: Cirurgiã-Dentista Dra. Maristela Lobo CRO/SP 81401.

Mucosa peri-implantar: o que garante estabilidade ao longo dos anos.Osseointegração se tornou previsível. O desafio atua...
15/04/2026

Mucosa peri-implantar: o que garante estabilidade ao longo dos anos.

Osseointegração se tornou previsível. O desafio atual é outro: a mucointegração.

A mucosa peri-implantar não replica o selamento biológico dos dentes naturais. Não há inserção conjuntiva, não há fibras de Sharpey, não há ligamento periodontal. As fibras colágenas correm paralelas à superfície do implante, sem ancoragem perpendicular ao cemento, porque cemento não existe.

Na prática clínica, o que a gente observa é que o sucesso peri-implantar depende de uma soma de detalhes: a escolha do conector transmucoso (conexão cônica, material biocompatível, morfologia côncava, altura ≥ 2 mm), a qualidade da barreira mucosa (2 mm de espessura, 3 mm de altura, faixa de queratinizada ≥ 2 mm) e, quando necessário, a modificação do fenótipo por meio de cirurgias mucogengivais.

Cada detalhe ignorado aumenta o risco de mucosite, peri-implantite e perda óssea marginal.

O implante é a extensão apical de uma restauração previamente planejada. E a mucosa que o emoldura precisa ser tão planejada quanto a prótese.

Comente “PDF” que eu te mando o artigo completo para estudar.

Sutura de papila em cirurgia periodontal: protocolo e raciocínio clínicoA sutura de papila não é o último gesto da cirur...
23/03/2026

Sutura de papila em cirurgia periodontal: protocolo e raciocínio clínico

A sutura de papila não é o último gesto da cirurgia, é o gesto que define se o resultado cirúrgico vai se manter ou se perder na cicatrização.

Na prática clínica, o que a gente observa é que a qualidade do fechamento tecidual em região de papila interdental depende de cinco variáveis controladas pelo cirurgião: calibre do fio, tipo de ponto, profundidade da agulha, tensão do nó e posicionamento intrassulcular.

Cada uma dessas variáveis influencia a revascularização, a maturação do retalho e a previsibilidade do resultado. Tratar a sutura como gesto automático é ignorar a biologia do reparo tecidual.

Esse tema está sendo aprofundado agora na Comunidade Pense Perio. Salve e compartilhe com quem trabalha com cirurgia plástica periodontal.

Comente PENSE que te mando o link da comunidade!

Comente RR que te mando um artigo sobre o assunto!Recobrimento radicular em fenótipo periodontal fino: o maior desafio n...
19/03/2026

Comente RR que te mando um artigo sobre o assunto!

Recobrimento radicular em fenótipo periodontal fino: o maior desafio não está na técnica.

Casos como este reforçam um princípio que orienta toda a minha prática: a técnica é um instrumento; o raciocínio biológico é o que determina o resultado.

Quando o fenótipo é fino, a margem de tolerância tecidual é estreita. Qualquer decisão intraoperatória que ignore essa realidade compromete o reparo antes mesmo de a sutura ser finalizada.

O que orienta minha conduta nesses casos é a compreensão do reparo em duas dimensões simultâneas. Na escala micro, pela resposta celular e pela sinalização bioquímica da ferida. Na escala macro, pelos princípios de biotensegridade: a forma como os tecidos suportam, redistribuem e respondem às tensões mecânicas após o procedimento.

Na prática clínica, o que se observa é que os casos com maior índice de recobrimento completo são exatamente aqueles em que o protocolo respeitou a biologia antes de obedecer à técnica.

O tecido não mente. O pós-operatório de 30 dias é a leitura mais honesta de tudo que foi feito antes.

Salve este post para revisitar antes do seu próximo caso de recobrimento.

Responsável Dra. Maristela Lobo | CROSP 81401

Eu sempre fui minimamente organizada, mas evoluí muito neste quesito ao longo dos anos a partir das experiências na carr...
13/03/2026

Eu sempre fui minimamente organizada, mas evoluí muito neste quesito ao longo dos anos a partir das experiências na carreira acadêmica, onde precisei desenvolver raciocínios e processos reprodutíveis para tornar os conteúdos mais didáticos para os alunos.

E hoje vejo que a organização é essencial para vencer muitos desafios, tanto na vida clínica, como na acadêmica e também na vida pessoal.

Muitas pessoas me perguntam: “como você consegue fazer tantas coisas ao mesmo tempo?”

E um dos segredos é ser organizada em tudo, no consultório, na docência, nos estudos e na vida pessoal.

Minha dica é, se você está com dificuldades em evoluir profissionalmente, inicie organizando a sua vida, seus objetivos, seus projetos, sua agenda, arquivos e materiais, ficará muito mais fácil superar os obstáculos.

“AS PAPILAS QUE LUTEM”??? Uma série de sinais clínicos de inflamação que revelam o desrespeito ao periodonto. Restauraçõ...
11/03/2026

“AS PAPILAS QUE LUTEM”???

Uma série de sinais clínicos de inflamação que revelam o desrespeito ao periodonto. Restaurações (independentemente do material) precisam estar integradas ao micro e ao macro ambiente que lhes circunda.

Não são de fácil execução, e o sucesso dessas restaurações depende muito da indicação correta e do operador. Além da gengivite iatrogênica, evidente no elemento 12, o estrangulamento da papila dominante é um “absurdo clínico” cada vez mais comum!

Mais uma vez, precisamos basear as nossas técnicas em biologia para ter saúde e longevidade. Tenho falado isso com frequência, desde 2014.

Por que temos percebido uma piora??
Falta conhecimento integrado e multidisciplinar? Aumentou muito o número de procedimentos realizados por profissionais que não estão aptos a fazer?

Compartilhe esse conteúdo para conscientizar colegas e pacientes.

Cirurgiã-dentista responsável: Dra. Maristela Lobo CROSP 81401.

Estas fotos demonstram a inflamação gengival associada a restaurações cerâmicas insatisfatórias e vendidas como “minimam...
02/03/2026

Estas fotos demonstram a inflamação gengival associada a restaurações cerâmicas insatisfatórias e vendidas como “minimamente invasivas”. É um exemplo típico de “Gengivite Iatrogênica”.

Neste caso, houve a formação de um degrau cervical que impossibilitou a correta higiene, gerando acúmulo de biofilme microbiano e posterior formação de cálculo.

O degrau cervical é uma causa comum à gengivite relacionada a restaurações insatisfatórias e, infelizmente, é a realidade clínica de muitos “belos sorrisos” que vemos em selfies por aí. Sorrisos que podem ser socialmente bonitos, mas que, ao exame clínico mais muncioso, revelam danos reversíveis ou irreversíveis que a ausência de conhecimentos (biológico, científico e técnico) pode causar.

Para mim, esse resultado definitivamente significa fracasso. 🙁 Não basta ter um sorriso socialmente estético, é fundamental ter saúde e equilíbrio de tecidos, naturais e restaurados.

Qual a solução para esse tipo de problema? Antes de qualquer procedimento, a formação consistente, baseada em educação de qualidade.

Cirurgiã-dentista responsável: Dra. Maristela Lobo CROSP 81401.

Este é um caso de Aumento de Coroa Clínica realizado com a técnica modificada (Lobo et a., 2021) descrita em meu artigo:...
26/02/2026

Este é um caso de Aumento de Coroa Clínica realizado com a técnica modificada (Lobo et a., 2021) descrita em meu artigo: “Modified technique for esthetic crown lengthening in the natural dentition: case series”.
Esta técnica tem vantagens em termos de preservação do osso alveolar, permite a remoção controlada do cemento, a delimitação do espaço supracrestal e a mudança fenotípica obtida com a osteoplastia favorece a não recorrência do crescimento gengival.

Em meu curso de Imersão em Perio-implantodontia Plástica ensino o passo a passo desta técnica, clique no link da BIO para saber mais.

Quer receber o artigo completo? Comenta ACC que te envio…

Cirurgiã-dentista responsável: Dra. Maristela Lobo CROSP 81401

O paciente vai ao nosso consultório motivado pelo desejo de obter estética, na imensa maioria das vezes. Mas não podemos...
24/02/2026

O paciente vai ao nosso consultório motivado pelo desejo de obter estética, na imensa maioria das vezes. Mas não podemos confundir desejo e motivação do paciente com a real necessidade de intervenção, mediante diagnóstico adequado.
Antes da estética, devemos priorizar saúde e função, e para isso o mínimo necessário é o diagnóstico correto e a indicação assertiva de um conjunto de procedimentos.

Diga não aos sobretratamentos e às indicações inadequadas motivadas pela visão mercantilista.

Não vendemos produtos. Somos profissionais da saúde.

Concorda?

Cirurgiã-dentista responsável: Dra. Maristela Lobo CROSP 81401.

Informação importante: o Sulco Gengival é diferente do Sulco Clínico!O Sulco Gengival é queratinizado e não pode ser men...
16/02/2026

Informação importante: o Sulco Gengival é diferente do Sulco Clínico!

O Sulco Gengival é queratinizado e não pode ser mensurado através de sondagem clínica. Teria que ser investigado histologicamente, como realizado por Gargiullo e colaboradores em 1961.

O sulco determinado na sondagem clínica é o Sulco Clínico e frequentemente ele contém o sulco gengival adicionado a uma pequena porção do epitélio juncional.

Porque preciso saber isso?

A sondagem clínica fornece parâmetros clínicos periodontais importantes para o periograma e para as cirurgias periodontais, por exemplo, mas não é possível realizar a diferenciação entre epitélio do sulco e epitélio juncional por meio da sondagem.

Se você usa a sondagem como parâmetro para determinar a posição intrasulcular da margem cervical da sua restauração, provavelmente irá invadir o epitélio juncional.

Não sabe o que isso significa?! Então precisa estudar a interface perio-restauradora…

Figura de Oséias Evangelista -

Cirurgiã-dentista responsável: Dra. Maristela Lobo CROSP 81401.

Escreva VERTICAL nos comentários que te envio os detalhes da Imersão! O diagnóstico do sorriso gengival é complexo e res...
12/02/2026

Escreva VERTICAL nos comentários que te envio os detalhes da Imersão!

O diagnóstico do sorriso gengival é complexo e reside na biologia.

Muitas vezes, a abordagem clínica falha por ignorar que o sorriso gengival é, frequentemente, uma condição de etiologia multifatorial. Neste caso, a paciente apresentava um quadro complexo: erupção passiva alterada, hipermobilidade labial e discrepâncias estruturais na maxila.

Para alcançar a previsibilidade, o raciocínio clínico deve transcender a técnica isolada e focar na integração multidisciplinar:

1. Abordagem Periodontal: realizamos a Periodontoplastia (aumento de coroa clínica com osteoplastia) fundamentada na técnica modificada (Lobo et al., 2022), respeitando as distâncias biológicas e o fenótipo periodontal.

2. Modulação Estrutural (HOF): a técnica “ADGRAFT” utilizou hidroxiapatita de cálcio associada ao PRO-PRF, concentrado de terceira geração publicado pelo .carlos.saboia. Aqui, o foco foi a miomodulação: a estruturação óssea estratégica foi suficiente para controlar a hipermobilidade labial.

3. Refinamento Estético: finalização com clareamento e reanatomização em resina composta, guiada pelo enceramento digital do , garantindo a harmonia entre dentes, periodonto e face.

4. Otimização de Contorno: intervenção complementar para remoção parcial da gordura bucal, refinando a moldura da face e do sorriso, realizada pelas queridas e .lucianaribeirodecampos.

O sucesso deste tratamento não está no uso das ferramentas, mas no entendimento de como a anatomia e a biologia dos tecidos interagem com as nossas decisões. Quando compreendemos o “porquê” de cada técnica, o resultado deixa de ser uma tentativa e passa a ser ciência aplicada.

Responsável Técnica: Cirurgiã-Dentista Dra. Maristela Lobo CRO/SP 81401

A sutura “adesiva” demonstra excelente potencial de tração do retalho no sentido coronal, além de favorecer o conforto d...
06/02/2026

A sutura “adesiva” demonstra excelente potencial de tração do retalho no sentido coronal, além de favorecer o conforto do paciente - já que não possui nó de sutura.

É uma interação vantajosa entre a dentística e a periodontia nas cirurgias de recobrimento radicular. 😉

A sutura é uma das partes mais importantes de qualquer cirurgia, requer extremo cuidado técnico e estratégia para o equilíbrio tensional do retalho. Um dos primeiros autores a utilizar essa técnica de sutura foi o Homayoun Zadeh, em 2011.

Me conta aqui, o que você acha deste tipo de sutura?

Endereço

Avenida Ministro Gabriel Resende Passos, Número 500, Cj 1010
São Paulo, SP
04521-022

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