27/08/2026
Nos últimos dias, decisões judiciais envolvendo a Harmonização Orofacial (HOF) reacenderam discussões importantes sobre a atuação do cirurgião-dentista dentro dessa área.
E, em meio a tantas opiniões, existe algo que não pode ser ignorado: a formação e a capacidade técnica do cirurgião-dentista.
São anos dedicados ao estudo aprofundado da anatomia, fisiologia, função e dinâmica da face que contém o sorriso, e do sistema estomatognático. Nossa formação tem como território central a cabeça e o pescoço, associando conhecimento anatômico à prática clínica, diagnóstico, planejamento e execução de procedimentos que exigem precisão, ciência e arte.
A Harmonização Orofacial não surgiu dissociada da Odontologia. Ela ampliou uma atuação que há muito tempo compreende o paciente para além dos dentes, integrando face, sorriso e indivíduo. Atuo como coordenadora de cursos de pós-graduação na área desde 2020, entre especialização e mestrado, e temos proporcionado formação consistente e embasada, inclusive gerando ciência publicada relacionada à área (HOF).
Decisões judiciais devem ser acompanhadas com responsabilidade e dentro de seu contexto processual. Mas discussões jurídicas não diminuem o conhecimento construído por uma profissão, tampouco a competência daqueles que se especializaram, estudaram e exercem a HOF com ética e responsabilidade.
Defender uma atuação segura também é reconhecer a capacidade de quem se preparou para exercê-la.
Seguimos estudando, evoluindo e trabalhando com o compromisso que sempre orientou a Odontologia: ciência, excelência e segurança do paciente.