20/04/2026
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Recobrimento radicular em fenótipo periodontal fino: o maior desafio não está na técnica.
Casos como este reforçam um princípio que orienta toda a minha prática. A técnica é um instrumento.
O raciocínio biológico é o que determina o resultado.
Quando o fenótipo é fino, a margem de tolerância tecidual é estreita.
Qualquer decisão intraoperatória que ignore essa realidade compromete o reparo antes mesmo de a sutura ser finalizada.
O que orienta minha conduta nesses casos é a compreensão do reparo em duas dimensões simultâneas. Na escala micro, pela resposta celular e pela sinalização bioquímica da ferida. Na escala macro, pelos princípios de biotensegridade: a forma como os tecidos suportam, redistribuem e respondem às tensões mecânicas após o procedimento.
Na prática clínica, o que se observa é que os casos com maior índice de recobrimento completo são exatamente aqueles em que o protocolo respeitou a biologia antes de obedecer à técnica.
O tecido não mente. O pós-operatório de 30 dias é a leitura mais honesta de tudo que foi feito antes.
Responsável Técnica: Cirurgiã-Dentista Dra. Maristela Lobo CRO/SP 81401.