11/04/2023
O Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame cerebral, é a segunda maior causa de morte no mundo. E o Cirurgião-Dentista também pode ser um grande aliado na prevenção e até mesmo na detecção de um possível AVC.
Existem dois tipos de AVCs, o isquêmico, que é quando o fluxo de sangue é interrompido em uma artéria cerebral (responsável por 80% dos casos), e o hemorrágico, quando ocorre o sangramento de uma das artérias cerebrais.
✅ De acordo com o especialista, mestre e doutor em Estomatologia pela Universidade de São Paulo (USP) e membro da Câmara Técnica de Estomatologia do CROSP, Dr. Artur Cerri, o Cirurgião-Dentista tem participação importante na detecção de alguma alteração no paciente, pois tem contato permanente e muitas vezes até familiar com ele. “O AVC, principalmente o isquêmico, pode não ocorrer de forma gradativa. Na Odontologia, uma das queixas é exatamente a dormência do rosto, uma sensação de parestesia, além da dificuldade de engolir, de caminhar e de se comunicar”.
Para Dr. Artur Cerri, o profissional deve aproveitar também a vantagem dos retornos para verificar a pressão arterial, principalmente dos pacientes que têm maior risco (aqueles que bebem, fumam, que estão sob estresse etc.).
✅ O especialista relata que a radiografia panorâmica, recurso utilizado na Odontologia para ter uma visão geral do tratamento a ser preconizado, estudado e executado, pode muitas vezes detectar um dado inesperado: placas de ateroma (aterosclerose). “Como é uma condição calcificada, a radiografia panorâmica muitas vezes nos oferece a possibilidade de ver essas placas na carótida. Por isso, o Cirurgião-Dentista precisa ter muita atenção e não focar só na mandíbula, mas também nas áreas em volta”.
✅ Ele complementa que as placas costumam ser bilaterais e, mesmo quando unilaterais, representam um grande risco. Outro recurso que deveria ser considerado e explorado pelos profissionais é a palpação ganglionar dos linfonodos (gânglios linfáticos).
"O Cirurgião-Dentista tem uma gama de possibilidades para ajudar o paciente nesse sentido. Para isso, o profissional deve fazer uma anamnese detalhada e atualizada, sempre”.