01/07/2025
Pesquisas emergentes sugerem que a doença de Alzheimer pode estar ligada a um culpado inesperado - a doença da gengiva.
Um estudo descobriu a presença de Porphyromonas gengivalis, uma bactéria responsável pela periodontite crônica, no cérebro de pacientes com Alzheimer falecidos.
Pesquisadores descobriram que quando os ratos estavam infectados com a bactéria, colonizaram os seus cérebros e desencadearam a produção de amiloide beta, uma proteína comumente associada com Alzheimer.
Esta evidência fortalece a hipótese de que a doença poderia ter origens infecciosas em vez de ser apenas uma doença neurodegenerativa.
O estudo também revelou que as enzimas tóxicas das bactérias estavam presentes em indivíduos que tinham alterações cerebrais relacionadas com Alzheimer, mas que ainda não tinham sido diagnosticadas com demência, sugerindo que a infecção pode comecar anos antes dos sintomas aparecerem.
Esta descoberta abre a porta para novos tratamentos potenciais. Uma empresa farmacêutica, Cortexyme, desenvolveu um composto chamado
COR388, que mostrou promissora na redução da infecção bacteriana e da acumulação beta amiloide em ensaios com animais. Embora os te**es em humanos sejam necessários para confirmar a sua eficácia, o estudo sublinha a importância da higiene oral na saúde cerebral. Os cientistas permanecem cautelosamente otimistas, enfatizando que sem novos tratamentos de demência em mais de 15 anos, investigar todas as causas possíveis é crucial. Embora seja necessária mais pesquisa, a ligação entre a gengiva e a doença de Alzheimer destaca uma mensagem simples mas vital: CUIDAR DOS DENTES PODE PROTEGER SEU CÉREBRO A LONGO PRAZO.
Saiba mais: https://www.science.org/ doi/10.1126/sciadv.aau3333