17/10/2017
Clareamento: o queridinho da odontologia estética
O que é estar bem para você?
Look na moda, maquiagem impecável e um cabelo de arrasar fazem parte, mas ninguém discute que um sorriso bonito faz toda a diferença. A grande maioria dos pacientes que procuram procedimentos estéticos tem como desejo se sentirem mais atraentes e confiantes. Dentre as possibilidades oferecidas, o clareamento é um dos campeões nos consultórios.
ATENÇÃO: Nem todos os casos podem ser beneficiados pelo tratamento, pois as causas do escurecimento podem ser diversas, e tem que ser analisadas individualmente, pois o procedimento não é exclusivamente estético e requer muito critério.
Com a idade, os dentes escurecem e isso ocorre porque o esmalte se desgasta, tornando a dentina (tecido que está por baixo e que determina a coloração dental) mais visível. A dentina vai se tornando mais densa, o que deixa os dentes mais escuros. O consumo constante de açaí, café e outros alimentos e bebidas que possuem em sua composição grandes quantidades de corantes, naturais ou artificiais, interferem na pigmentação, assim como fatores genéticos e má higiene. Além disso, o uso de tabaco e até de alguns medicamentos influencia a tonalidade.O processo de clareamento dos dentes ocorre por meio de produtos químicos como o peróxido de carbamida e o peróxido de hidrogênio. Atualmente existem dois tipos de clareamento e ambos devem ser feitos SEMPRE com a supervisão e acompanhamento de um cirurgião-dentista: o clareamento de consultório e o clareamento caseiro.
No consultório, a manipulação é feita exclusivamente pelo profissional, que utiliza produtos com peróxido de hidrogênio, três vezes mais potente que o peróxido de carbamida utilizado na técnica caseira, com ou sem a ativação de luz ou laser.
Já no clareamento caseiro, o cirurgião-dentista confecciona uma moldeira personalizada para o paciente, fornece o gel com a concentração ideal para o caso e monitora semanalmente sua evolução. O manejo e a utilização são realizados em casa até mesmo durante o sono.
NO ENTANTO, NEM SEMPRE O TOM DESEJADO É ALCANÇADO, e isso acontece porque o esmalte do dente é translúcido, mas a dentina tem o seu próprio matiz, que normalmente varia do amarelo ao laranja. Ou seja: quanto mais fino for o esmalte, mais se percebe o matiz da dentina. Durante o processo de clareamento, a cor do dente não é alterada, mas sim a saturação, o “croma” dessa cor para mais ou menos saturado. Há pacientes nos quais não há signif**ativa alteração no grau de saturação.
É IMPORTANTE QUE O PACIENTE ESTEJA CIENTE DESSA POSSIBILIDADE ANTES DE INICIAR O TRATAMENTO.
Como todo procedimento, o clareamento também possui contraindicações.
O indivíduo com dentes muito restaurados,), não obterá a ação efetiva do clareador, assim como pessoas com próteses e implantes, ( O gel não age sobre esses materiais) O procedimento também não é indicado para quem está passando por um tratamento médico sistêmico e debilitante. Além disso, não se deve fazer o clareamento em pessoas com menos de 18 anos e gestantes.
Nos casos de quem possui manchas causadas pelo uso do antibiótico tetraciclina, hipoplasiadentinária, fluorose dentária, técnicas combinadas poderão ser aplicadas a critério do cirurgião-dentista.
A sensibilidade dentária também representa um risco, que ocorre devido à agressividade do produto utilizado durante o clareamento. Normalmente essa sensibilidade dura entre 15 dias e um mês. No clareamento caseiro, que possui um gel mais fraco, os casos de sensibilidade são menos frequentes. Para evitar esse desconforto, o cirurgião-dentista pode aplicar, antes e após o procedimento, um gel dessensibilizante que auxilia na remineralização do esmalte.
O perigo do uso indiscriminado Existe uma resolução da ANVISA que determina que somente o cirurgião dentista pode comprar os medicamentos utilizados no clareamento dental.Infelizmente essa regra nem sempre é seguida e kits de clareamento podem ser encontrados à venda, principalmente na internet. O problema é que esses produtos quase sempre são anunciados por pessoas leigas no assunto, que não fornecem a procedência nem a composição do clareador, colocando a saúde dos usuários em risco.
O uso indiscriminado e sem orientação de um cirurgião-dentista pode causar até mesmo danos irreversíveis. Os problemas vão desde inflamação nas gengivas e sangramento, até ulceração, necrose da polpa (morte do nervo dental) e fraturas no dente.