17/10/2026
Hoje, quem cuidou da dentista foi ela! 🥰
A Maitê chegou, brincou, examinou a girafa e, em determinado momento, decidiu que também queria examinar a minha boca!
E eu deixei. Abri a boca, esperei e permiti que ela conduzisse aquele momento.
Parece apenas uma brincadeira, não é?
Mas existe muito mais acontecendo ali.
Existe curiosidade, descoberta, autonomia e, principalmente, construção de confiança.
Isso significa que todos os momentos do atendimento são tranquilos? Não!
A Maitê também chora, reclama e demonstra quando não gosta de alguma coisa. E eu respeito esses sentimentos, sem deixar de conduzir os cuidados de que ela precisa.
Porque acolher não significa deixar de cuidar. E conduzir não significa desconsiderar o que a criança sente.
Entre uma brincadeira, um momento mais difícil e um abraço no final, vamos construindo uma relação.
Uma relação em que ela aprende que pode confiar em mim, mesmo quando nem tudo acontece exatamente como gostaria.
É assim que eu acredito na Odontopediatria: acolhendo, conduzindo e construindo vínculos, uma consulta de cada vez.
E você, já tinha pensado que deixar uma criança examinar a boca da dentista também pode fazer parte do atendimento?
Carla Martins