01/10/2025
O IBGE aponta: o número de pessoas com 60 anos ou mais duplicou no Brasil entre os anos 2000 e 2023, passando de 8,7% para 15,6% da população. A projeção é de que, em 2070, chegue a 38%.
Em celebração ao Dia Internacional do Idoso, instituído pela ONU, e Dia Nacional do Idoso (Lei Federal 11.433/2006), o CFO e os CROs destacam a importância dos cuidados em Saúde Bucal voltados aos pacientes idosos, que estão se refletindo em menores índices de edentulismo no país.
A pesquisa SB Brasil mostra que a perda dentária dos idosos caiu de 27,53 em 2010 para 23,55 em 2023. O secretário-geral do CFO, Roberto Pires, ressalta que a redução pode ser atribuída à modificação do modelo de atenção básica em Saúde Bucal, que está, cada vez mais, incluindo ações de promoção, proteção, prevenção, tratamento, cura e reabilitação. “Décadas atrás, o atendimento odontológico ao idoso era muito negligenciado, sendo que os tratamentos eram voltados às extrações. Na atualidade, essa realidade mudou e o SUS lança um olhar mais humanizado aos pacientes”, pontua.
A odontogeriatra e presidente da Câmara Técnica de Odontogeriatria do CROSP, Denise Tibério, destaca que o crescimento da população idosa faz surgir uma demanda urgente e coloca em evidência a especialidade da Odontogeriatria.
O odontogeriatra leva em consideração as características próprias do envelhecimento, que provoca mudanças sensoriais, cognitivas e funcionais no organismo. O profissional vai indicar os melhores cremes dentais e escovas dentárias, a depender das características clínicas de cada paciente.
Os cuidados incluem ainda especial atenção à prevenção da doença periodontal, que é um fator de risco para doenças sistêmicas, como cardiopatias e diabetes.
Além disso, o profissional fará abordagens que vão além do atendimento odontológico convencional, realizando treinamento de cuidadores sobre técnicas de higiene oral.