24/08/2026
A primeira avaliação é recomendada entre 6 e 8 anos, especialmente quando os primeiros molares e incisivos permanentes começam a nascer. Essa fase permite observar o desenvolvimento das arcadas antes que toda a dentição permanente esteja formada.
Avaliação precoce não significa colocar aparelho imediatamente. Muitas crianças precisam apenas de acompanhamento periódico para que o ortodontista determine o momento biologicamente mais favorável para intervir.
Nessa consulta, são avaliados:
• crescimento da maxila e da mandíbula;
• sequência e espaço para a erupção dos dentes;
• mordida cruzada, aberta ou profunda;
• projeção excessiva dos incisivos;
• assimetrias e desvios funcionais da mandíbula;
• perda precoce de dentes de leite;
• hábitos de sucção, postura lingual e respiração;
• presença de dentes inclusos ou com erupção alterada.
Algumas condições se beneficiam de intervenção durante o crescimento, como determinadas mordidas cruzadas, discrepâncias transversais e Classes III. O tratamento precoce pode evitar agravamento funcional, assimetrias e compensações dentárias.
Por outro lado, nem toda má oclusão deve ser tratada em duas fases. Em vários casos, iniciar cedo não melhora o resultado final e apenas aumenta o tempo total de acompanhamento. A indicação depende do tipo de problema, da maturação esquelética e do benefício clínico esperado.
Conclusão: não existe uma idade única para começar o tratamento, mas a avaliação entre 6 e 8 anos permite diagnosticar precocemente e escolher o momento mais seguro e eficiente para agir.
Conteúdo informativo. Não substitui avaliação clínica.