21/08/2026
A primeira consulta não serve apenas para escolher um aparelho. Seu objetivo é identificar a queixa principal, avaliar a saúde bucal e verificar se existe indicação para tratamento ortodôntico.
Inicialmente, é realizada a anamnese: histórico médico e odontológico, medicamentos, alergias, doenças sistêmicas, cirurgias, traumas, hábitos, tratamentos anteriores e expectativas do paciente. Essas informações podem modificar a indicação, o momento e a segurança da terapia.
O exame clínico deve avaliar:
• simetria facial, perfil e sorriso;
• posição, alinhamento e erupção dos dentes;
• relação entre as arcadas e movimentos mandibulares;
• condição da gengiva e do suporte periodontal;
• presença de cáries, restaurações e perdas dentárias;
• respiração, deglutição, fala e hábitos funcionais;
• articulações temporomandibulares e músculos mastigatórios.
Fotografias, escaneamento e radiografias podem ser solicitados quando necessários. Esses registros complementam o diagnóstico, mas não substituem o exame clínico. A tomografia não deve ser indicada de forma automática.
Nem sempre o plano definitivo é apresentado na primeira visita. Casos complexos podem exigir documentação, análise cefalométrica, avaliação periodontal ou integração com outras especialidades.
Após o diagnóstico, o paciente deve receber explicações sobre alternativas terapêuticas, benefícios, limitações, riscos, duração estimada, necessidade de colaboração, contenção e custos. A escolha do aparelho ocorre depois dessa análise — não antes.
Conclusão: uma primeira consulta ortodôntica bem conduzida é uma etapa diagnóstica completa. O tratamento começa com planejamento individualizado, e não com a instalação imediata do aparelho.
Conteúdo informativo. Não substitui avaliação clínica.