01/10/2024
Tem coisa que não se explica, se sente.
Como o carinho que a gente tem por alguém mesmo sem nunca ter visto a pessoa cara a cara.
Ou a tristeza de perder uma pessoa que nunca chegamos a abraçar.
Ou o medo que vem quando a morte passa por perto.
A gente sente o coração apertar, a mente começa a criar umas nóias.
Finalzinho de agosto de perdi uma amiga que conheci no Orkut enquanto preparava a festa de um ano do Henrique.
Hoje nosso contato era pelo WhatsApp em um grupo que a gente chama carinhosamente de Cantinho das Amigas. Ali todo mundo tem seus corres, sua vida, seu trabalho, mas dá um jeitinho de se fazer presente.
Ao longo desses anos a gente se organizou pra mandar presente de 15 anos pra filha de uma das amigas, amigo secreto, mensagens de carinho, cartas e por aí vai.
A Cláudia era do Rio de Janeiro e, quando fiz um curso por lá, foi até o meu hotel deixar o dia mais colorido com pipoca e algodão doce que ela fazia para vender.
Em junho perdemos também a Luciana.
A finitude da vida dá um tapa na cara.
E é fogo, sabe?
Um dia a gente vai dormir e não levanta mais.
Ou sai pra trabalhar e não volta.
Ou escorrega no banheiro.
A gente não pensa que aquela pode ser a última conversa..
E esse sentimento abalou o Cantinho das Amigas, levantou várias reflexões, vários medos.
E eu fiquei pensando: tudo vale, mas é importante cuidar com aquilo que a gente alimenta, com as notícias que a gente assiste, as tragédias que aparecem nas mídias sociais.
Porque o medo enraíza e cresce. E aí, ele começa a definir nossas escolhas, nossas ações, até mesmo nossos pensamentos.
É melhor se OCUpar mais do que PREocupar.
Se ocupar é justamente tomar as rédeas desse trem e trabalhar pra ser melhor.
Cuidar da saúde, fazer exercício e terapia, manter os exames em dia.
Aproveitar os filhos, os pais, os amigos, sabe?
Escrever aquela mensagem que sai da alma, valorizar quem tá ao nosso lado.
Enfim, é bucha. O medo sempre vem, mas o que a gente faz pra controlar ele?