15/06/2026
A blefaroplastia inferior evoluiu muito nos últimos 20 anos.
Durante muito tempo, o objetivo da cirurgia era simplesmente remover pele e bolsas de gordura. Hoje sabemos que essa abordagem pode resultar em olhos encovados, aparência artificial e até complicações como retração da pálpebra inferior.
A literatura científica moderna mostra que o segredo de um resultado natural está na preservação da anatomia.
Estudos demonstram que a avaliação criteriosa da flacidez palpebral, do vetor orbitário, da posição do canto lateral e do suporte da pálpebra inferior é fundamental para prevenir complicações e alcançar resultados mais previsíveis.
Além disso, a tendência atual é preservar e reposicionar a gordura orbital, restaurando volume e suavizando a transição entre a pálpebra e a face, ao invés de simplesmente removê-la.
Em outras palavras: a blefaroplastia moderna não é uma cirurgia para retirar tecidos. É uma cirurgia para restaurar suporte, volume e juventude ao olhar.
A diferença entre um olhar operado e um olhar naturalmente rejuvenescido está justamente nesses detalhes.
Você já sabia que a retirada excessiva de gordura era uma das principais causas dos resultados artificiais das blefaroplastias antigas?
Referências:
Goldberg RA. Review of Prophylactic Lateral Canthopexy in Lower Blepharoplasties. Arch Facial Plast Surg. 2003;5(3):272-273. DOI: 10.1001/archfaci.5.3.272
Tepper OM, Steinbrech D, Howell MH, Jelks EB, Jelks GW. A Retrospective Review of Patients Undergoing Lateral Canthoplasty Techniques to Manage Existing or Potential Lower Eyelid Malposition. Plast Reconstr Surg. 2015;136(1):40-49. DOI: 10.1097/PRS.0000000000001363
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