Dr. Patrick Baltieri

Dr. Patrick Baltieri Endodontia, Microscopia Clínica e Tomografia de Alta Resolução

Até onde você vai atrás do MV2 antes de parar? 🔬O segundo canal mésio-vestibular está presente em mais de 90% dos primei...
07/05/2026

Até onde você vai atrás do MV2 antes de parar? 🔬

O segundo canal mésio-vestibular está presente em mais de 90% dos primeiros molares superiores e em cerca de 60% dos segundos molares (Kulild & Peters, 1990; Cleghorn et al., 2006). Mesmo assim, ainda é o canal mais negligenciado da endodontia — e a principal causa de insucesso e retratamento de molares superiores.

Não localizar o MV2 significa deixar bactérias dentro do dente, manter periodontite apical crônica e abrir caminho para a perda precoce do elemento. Localizar exige protocolo: CBCT pré-operatório, microscópio operatório, inserto ultrassônico diamantado fino e respeito à anatomia (mesial e palatino ao MV1).

Mas atenção — buscar sem critério é tão grave quanto ignorar: perfuração, falsos trajetos, enfraquecimento radicular e fratura são riscos reais quando se desgasta dentina sem magnificação e sem mapa tomográfico. 🦷

No carrossel você acompanha o caso clínico de um dente 27 onde o MV2 foi localizado após cerca de 3 a 4 mm de desgaste dentinário guiado por ultrassom e microscópio, com obturação tridimensional dos quatro canais.

Salva esse post pra consultar antes do seu próximo molar superior — e me conta nos comentários: você procura ativamente o MV2 em todos os casos ou ainda tem dúvida sobre quando parar?

04/05/2026

Nova série: ENDODONTICS CLASSIC PAPERS

Tratamento Endodôntico em Sessão Única — Mesmo em Casos de Abscesso? A Ciência Diz que Sim.Paciente compareceu à consult...
16/04/2026

Tratamento Endodôntico em Sessão Única — Mesmo em Casos de Abscesso? A Ciência Diz que Sim.

Paciente compareceu à consulta relatando dor pulsátil há 10 dias na região do dente 24, com sensação de "dente crescido". Histórico de fratura dentária há 1 ano durante alimentação, tratada inicialmente com restauração sem intercorrências.

Após o início dos sintomas, foi realizada radiografia periapical e solicitada tomografia computadorizada de alta resolução (CBCT), que revelou processo inflamatório periapical e variação anatômica importante: bifurcação da raiz vestibular.
Dente 24: necrose pulpar, lesão apical crônica, dor à percussão e palpação, abscesso gengival localizado na face vestibular, sem edema palatino
Protocolo em sessão única:
Anestesia infiltrativa
Drenagem do abscesso vestibular e desbridamento
Isolamento absoluto
Abertura coronária e tratamento endodôntico completo
Obturação com guta-percha e cimento AH Plus Jet + backfill com Coltosol
Núcleo de preenchimento em resina composta
Ajuste oclusal, acabamento e polimento

A revisão sistemática Cochrane (Mergoni et al., 2022) — o mais alto nível de evidência disponível — concluiu que não há diferença detectável no sucesso radiográfico entre tratamento endodôntico em sessão única versus múltiplas sessões.
Sathorn et al. (2005) demonstraram em meta-análise que os resultados de reparo periapical são comparáveis entre as duas abordagens, independentemente do status pulpar prévio.
Estudos com foco específico em abscessos agudos (Weine, 1984; Al-Negrish & Habahbeh, 2006) mostraram que pacientes tratados em sessão única apresentaram resolução completa do edema em 3 a 7 dias, sem exacerbação dos sinais e sintomas.
Uma meta-análise de 17 ensaios clínicos randomizados identificou que o tratamento em sessão única está associado a 21% menos dor pós-obturação quando comparado ao tratamento em múltiplas sessões.

O tratamento em sessão única, quando bem indicado e executado com protocolo adequado, é seguro, previsível e respaldado por evidência científica robusta — inclusive em casos com infecção ativa.

Prof. Dr. Patrick Baltieri CROSP: 80.459

Dor intensa, trincas e necrose pulpar no dente 27.Paciente apresentou dor irradiando para toda a região superior esquerd...
10/04/2026

Dor intensa, trincas e necrose pulpar no dente 27.

Paciente apresentou dor irradiando para toda a região superior esquerda, agravada por bruxismo noturno e episódios de ansiedade. Após avaliação clínico-radiográfica e tomografia de alta resolução, foi confirmada necrose pulpar, lesão apical crônica e espessamento da membrana do seio maxilar.

Durante o tratamento endodôntico sob microscopia, foram identificadas trincas verticais na face mesial, estendendo-se até a entrada do canal MV2, e na face distovestibular do canal distal — achados visíveis apenas com magnificação.

Foi realizada obturação com guta-percha e cimento AH Plus Jet, seguida de núcleo de preenchimento em resina composta, ajuste oclusal, acabamento e polimento.

Cada detalhe faz diferença no prognóstico. Marque um colega que curte endo!

E hoje segue a endodontia deste dente 36, que apresentava canais atrésicos além de curvaturas e canais acessórios.O proc...
12/03/2026

E hoje segue a endodontia deste dente 36, que apresentava canais atrésicos além de curvaturas e canais acessórios.
O procedimento foi realizado em sessão única, realizando patência e limpeza foraminal. Toda a descontaminação foi feita com gel de clorexidina a 2% sendo a irrigação ativa realizada com água destilada. A obturação foi feita com guta percha e cimento Ahplus Jet, pela técnica de Schilder.
Ao final da endodontia o dente foi selado com resina composta e indicada a instalação de restauração com proteção de cúspides.
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Responsável técnico: Prof. Dr. Patrick Baltieri CROSP: 80.459

Muito se discute sobre a possibilidade de tratamento endodôntico em sessão única de dentes apresentando quadros de absce...
16/01/2026

Muito se discute sobre a possibilidade de tratamento endodôntico em sessão única de dentes apresentando quadros de abscessos, e sim, muitas vezes não é possível a sua conclusão na mesma sessão ou até mesmo não é possível o seu início. Entretanto, em diversas situações esse tratamento pode ser realizado em sessão única.
Segue a relato de caso clínico deste dente 46 com abscesso intraoral localizado na face vestibular, que passou por tratamento endodôntico em sessão única, sendo realizado os seguintes procedimentos:
Medicação pré-operatória:
1g de amoxicilina
4mg de dexametasona
Anestesia
Drenagem e desbridamento do abscesso
Isolamento absoluto
Abertura coronária
Tratamento endodôntico
Obturação com guta percha e cimento ahplus jet
Backfill com coltosol
Confecção do núcleo de preenchimento em resina composta
Ajuste oclusal, acabamento e polimento
Prescrição de amoxicilina com clavulanto de potássio 875+125mg a cada 12 horas durante 3 dias
O paciente teve um pós-operatório tranquilo, sem nenhuma intercorrência.
Qual a su estratégia para tratamentos endodôntico de dentes abscedados?
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Segue o tratamento endodôntico deste dente 16 apresentando um quadro de pulpite irrversível assintomática, que possuía u...
13/01/2026

Segue o tratamento endodôntico deste dente 16 apresentando um quadro de pulpite irrversível assintomática, que possuía uma coroa total. Além do desafio do acesso através da prótese, existiam diversos nódulos pulpares, os quais dificultaram o acesso aos canais.
Outro ponto importante de se observar neste dente é a anatomia da raiz mesial, a qual apresentava dois canais no terço cervical unidos parcialmente por um istmo, sendo que os canais se uniam competamente no terço médio e se separavam novamente no terço apical, dificultando muito o processo de preparo apical nesta raiz.
O tratamento foi realizado em sessão única, sendo realizada a limpeza foraminal e descontaminação com gel de clorexidina a 2%. O canal MV2 no ter apical foi preparado apenas com limas manuais, os outros canais foram preparadas com limas manuais e rotatórias.
A obturação foi realizada com guta percha e cimento AhPlus Jet, seguido do backfill com coltosol e confecção do núcleo de preenchimento em resina composta.
Ao final a paciente recebeu uma dose de dexametasona e foi orientada a usar um analgésico (dipirona) caso apresentasse algum desconforto.
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Será que sem a tomografia seria possível identificar e tratar os três canais com forames separados no terço apical da ra...
16/12/2025

Será que sem a tomografia seria possível identificar e tratar os três canais com forames separados no terço apical da raiz distal dente 36?
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CASO CLÍNICO – DENTE 26 | Retratamento endodônticoPaciente relatou que, de tempos em tempos, a região do dente 26 inchav...
04/12/2025

CASO CLÍNICO – DENTE 26 | Retratamento endodôntico

Paciente relatou que, de tempos em tempos, a região do dente 26 inchava e incomodava, mas sem dor à mastigação.
Há cerca de 6 anos, foi detectado um instrumento fraturado no canal e a orientação na época foi apenas acompanhar.

Reavaliação recente
Na nova avaliação com tomografia computadorizada de alta resolução (out/2025), foram encontrados:

Fístula em região cervical vestibular

Lesão de furca vestibular

Tratamento de canal insatisfatório

Canal não tratado

Instrumento fraturado no ápice da raiz mésio-vestibular (MV1)

Lesão apical crônica

Diante desses achados, o paciente recebeu a indicação de extração e implante, com possível necessidade de enxerto ósseo.
Ele, porém, queria muito saber se ainda havia chance de salvar o dente.

Planejamento: retratamento endodôntico do dente 26.

Primeira sessão – inicio do retratamento
Sob isolamento absoluto, foi realizado:

Remoção da restauração deficiente

Desobturação dos canais palatino e disto-vestibular

Correção de desvio apical no canal DV e novo preparo apical

Desobturação do canal MV1

Localização dos canais MV2 e MV3, que se uniam após o preparo cervical

Medicação intracanal com hidróxido de cálcio

Desbridamento da fístula vestibular

Restauração provisória em resina composta

Resultado após a 1ª sessão:
➜ Paciente sem dor pós-operatória
➜ Fístula vestibular praticamente cicatrizada e sem exsudato

Segunda sessão – Finalização

Remoção da medicação intracanal

Finalização do preparo dos canais MV1, MV2, DV e palatino

Ultrapassagem do fragmento apical no MV1 com limas manuais

Correção do desvio apical do MV2, localizando o canal original

Remoção da smear layer com EDTA 17%

Obturação tridimensional dos canais (guta-percha + cimento AH Plus)

Backfill, núcleo em resina composta, ajuste oclusal, acabamento e polimento

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Deposi da excelente postagem sobre restaurações de amálgama do   (@), qual não foi a surpresa dest tarde? Um dente 47 co...
28/11/2025

Deposi da excelente postagem sobre restaurações de amálgama do (@), qual não foi a surpresa dest tarde?

Um dente 47 com um amálgama oclusal incomodando a a pacientehá 3 semanas...

Após o meticuloso exame clínico-radiográfico-tomográfico foi possível identificar a causa da dor na mastigação relatada pela paciente, uma pericementite infecciosa, causada pela necrose pulpar, decorrente da inflamação/contaminação da polpa através da trinca de esmalte e dentina, que se estendia de mesial à distal com envolvimento pulpar, porém, ainda sem envolvimento periodontal (ausência de bolsa periodontal ou alteração tomográfica compatível com perda óssea na lateral da raiz).

Frente a esta condição optou-se pela tentativa de salvar o dente, com o tratamento endodôntico em sessão única seguido da imediata confecção do núcleo de preenchimento em resina composta.

A indicação foi a imediata instalação de uma restuaração com proteção de cúspides, porém, neste momento não ser´possível realizar este procedimento devido a uma viagem. Assim, optou-se pela remoção completa do contato oclusal, com o rebaixamente das cúspides linguais, a fim de minimizar a sobre-carga neste região que poderia fazer com que a trinca aumentasse.

Agora é acompanhar e aguardar a instalação da coroa total. O prognóstico do tratamento ´pe favorável, desde que a prótese seja instalada antes que a trinca acabe aumentando.

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E hoje vamos de retratamento deste dente 12, que apresentava coroa total satisfatória além de um extenso núcleo metálico...
13/11/2025

E hoje vamos de retratamento deste dente 12, que apresentava coroa total satisfatória além de um extenso núcleo metálico fundido. O planejamento mais comum seria a remoção da prótese, para posterior remoção do NMF com a técnica SISU, viabilizando o retratamento endodôntico. Porém, optou-se pela tentativa de manutenção da prótese, com a remoção sendo feita por desgaste.
Após anestesia, moldagem com silicona e isolamento absoluto, o acesso através da prótese foi realizado, expondo o pino para iniciar o desgaste com brocas carbide 1556 e 1557.
Após separação por desgaste dos terços médio e apical, empregou-se vibração ultrassônica com inserto liso no remanescente apical do pino, que levou a sua soltura.
A desobturação foi realizada com insetos ultrassônicos seguido do preapro com limas manuais, empregando o gel de clorexidina a 2% para descontaminação e irrigação ativa com água destilada.
Como o forame apical era muito amplo, a obturação foi feita com MTA, seguido da completa remoção dos remanescentes de metal e preparo do espaço para retentor intracanal.
Após a aplicação do sistema adesivo e reconstrução da câmara pulpar com resina bulkfill, o pino de fibbra de vidro foi instalado com cimento resinoso dual.
Com esta estratégia foi possível manter a coroa total e controlar a infecção do canal radicular, tornando o ambiente apical propício para a reparação.
E você, já usou esta estratégia de tratamento?
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