05/05/2026
O efeito terapêutico associado à placa miorrelaxante pode ser descrito, sob uma perspectiva técnico-científica, como um conjunto de mecanismos biomecânicos e neuromusculares que atuam na modulação da atividade do sistema mastigatório.
A placa oclusal promove a redistribuição das forças oclusais, reduzindo a sobrecarga em estruturas dentárias e articulares, especialmente na articulação temporomandibular (ATM). Além disso, atua na diminuição da hiperatividade muscular, principalmente dos músculos masseter e temporal, por meio de um processo de desprogramação neuromuscular.
Do ponto de vista neurofisiológico, o dispositivo interfere nos padrões aferentes proprioceptivos, contribuindo para a reorganização da atividade motora mandibular e favorecendo um estado de maior equilíbrio funcional. Isso resulta na redução de hábitos parafuncionais, como o bruxismo, e no alívio de sintomas como dor miofascial, cefaleias tensionais e desconforto articular.
Adicionalmente, a placa miorrelaxante pode exercer um papel protetor, prevenindo o desgaste dentário e minimizando microtraumas repetitivos nos tecidos de suporte.
Assim, seu “poder terapêutico” reside na capacidade de integrar efeitos mecânicos, musculares e neurossensoriais, promovendo homeostase no sistema estomatognático.