23/04/2026
Quando a minha lua chega, sinto-me com um portal aberto.
Um caminho sutil se abre e se renova em minha própria lunação.
Entro em um território de sentir profundo, quase sagrado, e, desde que comecei a honrar o meu feminino, esse tempo deixou de ser apenas dor e desconforto e se tornou passagem, ritual e abertura de caminhos.
Um ritual de mim para mim.
de deusa para deusa.
Um olhar para minha ancestralidade sem dor, mas com gratidão a todas que vieram antes.
Eu acolho a minha irritação e tudo o que sinto sinalizado antes da minha lua descer. Escuto o que nela pulsa sem rejeição.
Compreendo o meu sentir, camada por camada, como quem atravessa véus até tocar o essencial.
E no mais sutil de mim,
aprendo a escutar o silêncio não como ausência, mas como linguagem.
Oque antes era mistério, se revelou leitura do meu próprio campo, do meu corpo vivo aqui na terra.
Minha lunação deixou de ser peso,
deixou de ser avassaladora, eu dei passagem à uma mulher que sente,
que reconhece e integra cada movimento.
Passei a me ver. A me habitar.
hoje,
eu sou livre.
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