15/09/2026
Um dos erros que vejo na odontologia é transformar a primeira consulta em uma sequência automática:
O paciente chega, é levado para a cadeira, abre a boca e o dentista começa a avaliar.
Mas existe uma etapa antes disso que, para mim, é indispensável: sentar e conversar.
Antes de olhar para dentes, gengiva ou sorriso, eu quero entender a pessoa que está na minha frente.
O que fez ela procurar atendimento agora?
O que realmente incomoda?
Há quanto tempo isso incomoda?
Ela já passou por outros tratamentos?
Como foram essas experiências?
O que ela espera encontrar aqui?
E existe uma diferença enorme entre simplesmente fazer essas perguntas e realmente escutar as respostas.
Muitas vezes, aquilo que nós identif**amos clinicamente não é exatamente aquilo que mais importa para o paciente naquele momento.
Essa conversa me ajuda a compreender expectativas, alinhar possibilidades e conduzir a consulta com muito mais clareza.
E isso também muda a experiência.
Quando o paciente é levado imediatamente para a cadeira, existe uma dinâmica muito clínica: ele deita, o profissional examina e conduz.
Quando existe uma conversa antes, você cria espaço para que aquela pessoa fale, pergunte, conte sua história e participe da própria consulta.
Isso gera algo que nenhuma técnica comercial deveria tentar substituir: confiança.
E aqui está um ponto importante para quem também pensa em gestão e vendas na odontologia:
Venda não começa quando você apresenta um plano de tratamento.
Ela começa na capacidade de entender o que aquela pessoa precisa, comunicar com clareza o que você encontrou e ajudá-la a tomar uma decisão consciente sobre o próprio tratamento.
Por isso, na minha clínica, a experiência não começa na cadeira odontológica.
Começa na conversa.
Salve esse conteúdo e observe como você tem conduzido os primeiros minutos das suas consultas.