02/06/2026
A vitamina D3 tem uma relação muito importante com a saúde óssea, periodontal e também com a longevidade dos implantes dentários.
Ela atua diretamente em processos fundamentais do organismo:
• absorção de cálcio e fósforo
• mineralização óssea
• remodelação do osso
• modulação do sistema imunológico
• controle inflamatório
Na odontologia, níveis inadequados de vitamina D podem estar associados a:
🦷 maior perda óssea ao redor dos dentes
🦷 maior risco de periodontite
🦷 cicatrização óssea mais lenta
🦷 pior integração dos implantes
🦷 maior risco de peri-implantite
A imagem que você enviou resume justamente isso:
• Baixa vitamina D → maior perda óssea marginal e maior risco inflamatório
• Faixa considerada mais adequada → melhor estabilidade óssea e maior sobrevivência dos implantes
• Excesso muito elevado também pode trazer efeitos negativos
A vitamina D influencia células importantes do osso, como:
• osteoblastos → formação óssea
• osteoclastos → reabsorção óssea
• células imunológicas → controle da inflamação peri-implantar
Além disso, alguns estudos sugerem que pacientes com deficiência severa de vitamina D podem apresentar:
• pior osseointegração
• maior perda óssea peri-implantar
• maior chance de falha precoce do implante
Mas é importante deixar claro:
A vitamina D sozinha não “salva” um implante.
Ela faz parte de um conjunto que inclui:
✔ higiene oral
✔ controle periodontal
✔ qualidade cirúrgica
✔ ausência de tabagismo
✔ controle glicêmico
✔ saúde sistêmica
✔ densidade óssea adequada
Hoje muitos profissionais avaliam vitamina D principalmente em pacientes com:
• perdas ósseas importantes
• implantes com dificuldade de cicatrização
• peri-implantite recorrente
• osteopenia/osteoporose
• idosos
O exame normalmente utilizado é o:
25-OH vitamina D.
Em geral, muitos estudos consideram:
• deficiência: abaixo de 20 ng/mL
• insuficiência: 20–30 ng/mL
• faixa adequada frequentemente entre 30–50 ng/mL
Mas isso pode variar conforme o laboratório e avaliação médica.