Dra Irma Paula Rottschaefer

Dra Irma Paula Rottschaefer Mentora de Odontopediatras que querem segurança no diagnóstico, cirurgias e trat dos freios orais

O tratamento de freios orais não termina no momento da cirurgia.A cirurgia pode ser uma etapa necessária, mas ela não su...
01/07/2026

O tratamento de freios orais não termina no momento da cirurgia.

A cirurgia pode ser uma etapa necessária, mas ela não substitui o acompanhamento clínico planejado.

A Declaração do Congresso Tongue Time 2026 deixa claro que não se trata de impor um cronograma rígido para todos os pacientes. O ponto central é outro: cada caso precisa ser acompanhado com critério, conforme sua evolução, sua função e seu contexto.

No pós-operatório, precisamos observar cicatrização, adaptação, função, conforto e possíveis complicações.

Porque tratar freios orais não é apenas “fazer o procedimento”.

É conduzir um processo com responsabilidade.

É olhar para o paciente antes, durante e depois.

É entender que técnica sem acompanhamento pode deixar perguntas importantes sem resposta.

Critério clínico também aparece no pós-operatório.

O ato cirúrgico abre uma etapa.
Ele não encerra o cuidado.

O frênulo não é uma membrana.É um critério clínico mal interpretado.A restrição de mobilidade lingual raramente é ignora...
24/06/2026

O frênulo não é uma membrana.

É um critério clínico mal interpretado.

A restrição de mobilidade lingual raramente é ignorada por falta de conhecimento.
Ela é subestimada por falta de leitura funcional consistente.

E é aí que os casos começam a se perder.

O bebê não sustenta a pega.
Compensa.
Cansa.
Ganha peso com esforço.

E a conduta ainda é: observar.

Não por ausência de evidência.

Mas por insegurança na interpretação — e principalmente na comunicação.

Porque explicar frênulo não é descrever anatomia.

É sustentar, com clareza, a relação entre estrutura e impacto funcional ao longo do desenvolvimento.

Amamentação.
Transição alimentar.
Aceitação de consistências.

Quando essa conexão não está bem estabelecida para o profissional,
ela também não f**a clara para a família.

E sem clareza,
não há adesão.

Sem adesão,
não há condução consistente.

E o caso se prolonga.

O ponto não é saber que o frênulo interfere.

É saber quando ele é determinante — e comunicar isso com precisão suficiente para sustentar decisão.

Profissionais que dominam esse nível não explicam melhor.

Conduzem melhor.

E é isso que separa quem executa procedimento
de quem sustenta casos com previsibilidade clínica.

Nem toda dificuldade de comunicação nasce da linguagem.Em alguns casos, a limitação está na função.A produção da fala ex...
10/06/2026

Nem toda dificuldade de comunicação nasce da linguagem.

Em alguns casos, a limitação está na função.

A produção da fala exige coordenação precisa entre articuladores, fluxo de ar e ressonância oral. A língua ocupa papel central nesse processo. Quando sua mobilidade está restrita, a criança pode apresentar articulação alterada, compensações motoras, redução de clareza e impacto na qualidade vocal.

Isso muda o raciocínio clínico.

Porque o foco deixa de ser apenas “o que a criança fala” e passa a incluir “o que a língua dela consegue executar”.

Outro ponto importante: aparência isolada não fecha diagnóstico. A aparência pode enganar, que protrusão não é teste confiável por si só e que a elevação da língua é observação inicial mais útil para identif**ar restrição funcional. A avaliação precisa considerar mobilidade e sintomas.

Também existe a possibilidade de melhora de mobilidade, articulação, clareza vocal e força da voz em alguns casos após abordagem adequada, sempre dentro de avaliação individualizada e com acompanhamento terapêutico quando necessário.

Em resumo:
fala é função.
E função depende de estrutura com mobilidade suficiente para trabalhar bem.

Odontopediatra, nem toda recusa alimentar é seletividade. Em muitos casos, o que parece “comportamento difícil” é sinal ...
03/06/2026

Odontopediatra, nem toda recusa alimentar é seletividade. Em muitos casos, o que parece “comportamento difícil” é sinal de função oral comprometida.

💡 Quando a língua não lateraliza com eficiência, não organiza o bolo alimentar e não sustenta uma deglutição madura, a criança compensa. E a compensação aparece na rotina clínica: mastigação unilateral, necessidade de líquidos para engolir, alimento parado em bochechas, múltiplas deglutições para a mesma mordida, tempo excessivo de refeição e recusa de consistências mais desafiadoras.

O erro começa quando o olhar para no comportamento e não investiga função.

Crianças com restrição de mobilidade lingual podem manter padrões compensatórios por muito tempo. Muitas aceitam apenas alimentos fáceis de mastigar, que se dissolvem rápido, e evitam texturas que exigem lateralização, controle de bolo e mastigação rotatória.

Na prática clínica, isso muda tudo.

Porque a conduta correta não nasce do rótulo.
Nasce da leitura funcional.

Avaliar freios orais sem observar alimentação, mobilidade de língua, padrão mastigatório e deglutição limita o raciocínio clínico. E avaliar recusa alimentar sem investigar função também.

O ponto não é apenas a criança que “não quer comer”.
O ponto é entender por que ela não sustenta a alimentação com eficiência.

Esse é o tipo de diferença que separa observação superficial de critério clínico.

Se você atende crianças, precisa saber identif**ar quando a recusa alimentar é, na verdade, um sinal de disfunção oral.

🌍 Agenda internacional 2026 | Freios orais, prática clínica e formaçãoMaio de 2026 será um mês muito especial na minha t...
11/05/2026

🌍 Agenda internacional 2026 | Freios orais, prática clínica e formação

Maio de 2026 será um mês muito especial na minha trajetória internacional, com uma agenda entre Portugal e Espanha, reunindo ensino, prática clínica e formação profissional em odontopediatria, frenectomias e anquiloglossia.

📍 Lisboa, Portugal
🗓️ 14, 15 e 16 de maio de 2026
Estarei como formadora no Curso de Frenectomias, no MALO CLINIC Education.

• Local: Avenida dos Combatentes, 43-10º, 1600-042 Lisboa, Portugal.
• O curso terá parte teórica e prática em laboratório.

📍 Cascais, Portugal
🗓️ 17 e 18 de maio de 2026
A Mentoria Plena terá um momento exclusivo em formato Mentoria VIP, como parte prática da jornada.

Serão dois dias de prática, com minha atuação direta, participação de fisioterapeuta e fonoaudióloga, além de acompanhamento de cirurgias em centro cirúrgico.

Um encontro especial com as alunas internacionais da Mentoria Plena, em uma experiência prática, seletiva e profundamente formativa.

📍 Universidade de Barcelona | Espanha
🗓️ 21 e 22 de maio de 2026
A convite do Dr. Joan R. Boj, diretor do Máster de Odontopediatría, estarei na Universidade de Barcelona para ministrar um curso sobre anquiloglossia.

• Local: Campus Bellvitge | C/ Feixa Llarga, s/n, Pavelló de Govern, 2ª Planta, 08907 L’Hospitalet de Llobregat, Espanha.
• A programação também inclui aulas para as turmas do 1º e 2º ano do mestrado e prática na clínica do hospital universitário.

Portugal e Espanha recebem uma agenda que une ciência, prática clínica e formação internacional.

De executora à referência premium. ✨

“Pique sabor frenotomia” é exatamente isso: parece, mas não é.Assim como um pirulito sabor morango não é feito de morang...
29/04/2026

“Pique sabor frenotomia” é exatamente isso: parece, mas não é.

Assim como um pirulito sabor morango não é feito de morango, o “pique” pode até parecer uma frenotomia para quem olha de longe, mas não entrega o que uma frenotomia precisa entregar.

Frenotomia não é um corte aleatório.

É uma técnica cirúrgica. Exige diagnóstico, critério, anatomia, indicação correta, anestesia, cuidado com o bebê e liberação adequada da estrutura que limita a função.

O “pique” costuma ser vendido como algo simples: “é só dar uma cortadinha”.

Não é.

Quando se faz apenas um pique, muitas vezes o freio não é liberado até onde precisa. O bebê continua com tensão, segue com limitação de abertura de boca, mantém dificuldade funcional e ainda pode ter uma cicatrização muito pior.

Ou seja: além de não resolver, pode atrapalhar.

E isso precisa ser dito com clareza.

Não é porque parece rápido que é correto.
Não é porque sangrou pouco que funcionou.
Não é porque alguém fez na sala de parto que estava bem indicado.
Não é porque chamaram de “piquezinho” que foi seguro.

Bebê sente dor. Bebê precisa de cuidado. Bebê precisa de técnica.

Frenotomia não é improviso.

Quando a indicação existe, ela deve ser conduzida por profissional preparado, com visão funcional e responsabilidade sobre o antes, o durante e o depois.

O objetivo não é “cortar um freio”.
O objetivo é devolver função.

E função não se alcança com aparência de tratamento.

Pique sabor frenotomia não basta.
Pique não é frenotomia.

Endereço

Avenida Gaviao Peixoto
Niterói, RJ

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