09/09/2026
AINDA HÁ CAMINHO. 🤍
Segunda-feira ministrei sobre Elias. Mas essa palavra não nasceu na segunda. Antes de sair pela minha boca, ela passou por lugares muito profundos dentro de mim.
Elias tinha acabado de ver fogo cair do céu no Carmelo. Logo depois, fugiu diante de uma ameaça. Como alguém que enfrentou centenas pode fugir de uma única pessoa?
Porque até os fortes se cansam. E quando a alma adoece de exaustão, o problema cresce, a coragem diminui e a identidade se embaralha.
Exausto, ele sentou debaixo de uma árvore: “Já basta, Senhor. Tira a minha vida.” (1 Reis 19:4).
Deus podia ter dado um sermão, mas deu sono, pão e água. Ele sabia que antes de tratar o espiritual, havia um homem fisicamente esgotado. E disse: “Levanta-te e come, porque o caminho será sobremodo longo.”
Elias foi para uma caverna. Ela o escondeu dos homens, mas não de Deus, que perguntou: “Que fazes aqui, Elias?” Não porque não soubesse, mas porque Elias precisava desabafar.
Eu conheço esse lugar. Há momentos em que não queremos que a vida acabe, só queremos que termine a dor de viver exausto. Ali entendi: não sou forte por mim mesma. Sou 100% dependente dEle. Sem Ele, não tenho palavra, força ou ministério.
Por isso essa foto numa garagem mexeu tanto comigo. Sem palco, sem cenário, sem estrutura. E, ainda assim, havia tudo. Minha voz precisava diminuir para a dEle ser ouvida. Sempre foi sobre Ele.
Há poucos dias eu estava sendo cuidada; ontem, de joelhos, falava do Deus que me restaurou. Nossos títulos não definem quem somos. Nossa identidade está nEle. E nenhuma caverna é profunda demais para a Sua presença.
Se hoje você vive o seu “já basta”, não tome decisões com a alma exausta. Descanse. Coma. Chore. Permita que Deus cuide do que ninguém vê. Às vezes, o que parece falta de propósito é só cansaço.
A caverna não é o fim. Ele me encontrou na minha e me lembrou: quando Ele decide falar, até uma garagem vira altar.
Ainda há caminho. Ainda há propósito. Ainda há vida.
E toda a glória é dEle.