10/05/2026
Me peguei lembrando de algo que vivi há um tempo atrás.
Um vídeo da Zoe viralizou.
E junto dele vieram opiniões, julgamentos, críticas…
Também cai na dança sobre minha reação como mãe, sobre a forma como conduzi aquela situação.
As pessoas assistiram segundos de um vídeo…
e sentiram que conheciam uma mãe inteira.
Mas a maternidade tem bastidores que a internet não vê.
Tem contextos que ninguém conhece.
Tem cansaço. Tem medo. Tem culpa. Tem tentativas.
Existe uma cobrança silenciosa colocada sobre toda mulher e principalmente depois que ela se torna mãe:
a ideia de acertarmos o tempo inteiro.
Como se não pudéssemos falhar.
Como se não pudéssemos travar.
Como se não pudéssemos ser humanas.
E o mais doloroso é perceber que muitas vezes essa cobrança também vem de outras mulheres.
Mulheres que também estão cansadas.
Mulheres que também choram escondido.
Mulheres que também se sentem insuficientes às vezes.
A maternidade que vemos nas redes quase sempre parece impecável.
Mas a vida real não é feita só de fotos bonitas.
A vida real é uma mãe TENTANDO, fazendo o melhor que pode com aquilo que se tem, enquanto também tenta sobreviver emocionalmente.
É uma mulher carregando culpas que ninguém imagina.
Se perguntando em silêncio se está fazendo o suficiente.
E talvez hoje, no Dia das Mães, eu não queira falar sobre mães perfeitas.
Porque elas não existem.
Quero falar sobre mães reais.
As que amam profundamente… mesmo quando erram.
As que se culpam.
As que aprendem no caminho.
As que às vezes desmoronam depois que todo mundo dorme.
Ser mãe me ensinou algo muito forte:
o amor não torna ninguém perfeito.
Só torna tudo mais profundo, intenso e verdadeiro.
Então hoje, mais do que flores e homenagens, eu desejo que nós, mulheres, aprendamos a olhar umas para as outras com mais misericórdia.
Porque já existe peso demais sobre nós.
Feliz Dia das Mães para as mulheres reais.
As que seguem tentando… mesmo cansadas.
Mesmo feridas.
Mesmo sendo julgadas.
E ainda assim… amando como Leoas com tudo que têm. 🤍