17/06/2022
Hoje em dia a indicação para a extração dentária é cada vez menos frequente e só acontece em último caso. E, mesmo quando é necessário fazer a extração, o desconforto costuma ser muito menor hoje em dia.
Nem toda dor de dente leva à extração. Muitos casos podem, e devem ser tratados. Como a extração é um procedimento cirúrgico irreversível, seu dentista vai fazer o possível para restaurar seu dente e mantê-lo em sua boca.
Há, porém, algumas situações em que não é possível conservar o dente - e a extração faz-se realmente necessária. É o caso, por exemplo, quando as cáries são muito extensas a ponto de terem destruído a coroa ou raiz do dente; em situações de grandes traumas; infecção do canal com necrose pulpar; doença periodontal avançada; em alguns casos de fraturas dentárias que comprometem as raízes do dente, entre outros.
Há também situações em que pode ser recomendável extrair um dente por necessidades ortodônticas: quando não há espaço suficiente na arcada para alinhar e nivelar os dentes, ou ainda em casos de dentes supranumerários - que foram formados "a mais" e podem prejudicar outros dentes.
E os dentes do siso - os também chamados popularmente de "dentes do juízo"; os últimos de cada lado das arcadas dentárias - devem ser extraídos? Não necessariamente! Se eles não estiverem ocluídos, nem prejudicarem o alinhamento dos demais dentes, eles podem e devem ser mantidos.
Para prevenir a perda de dentes é imprescindível ter o hábito de fazer a higiene bucal adequada e fazer os acompanhamentos periódicos com o seu dentista, garantindo diagnósticos precoces e a prevenção de uma série de problemas.
Lembre-se: é sempre mais fácil prevenir do que tratar. Um dente que dói, na maioria das vezes, pode ser tratado sem ser removido. Nunca aceite extrair um dente sem receber uma explicação detalhada do seu dentista.