04/09/2026
Bora que a semana está acabando, mas setembro está só começando! 🤘
E, aproveitando que a nossa última postagem foi sobre a diferença entre os materiais utilizados em restaurações indiretas, decidimos trazer este caso concluído no início deste ano.
O paciente havia realizado o tratamento endodôntico, mas permaneceu por mais tempo do que o recomendado com o curativo, retornando posteriormente com esse aspecto do remanescente dentário. Embora o ideal seja dar continuidade ao tratamento restaurador o quanto antes, sabemos que, na prática, muitos pacientes conseguem realizar inicialmente apenas o tratamento de canal. Neste caso, felizmente, não havia sinais radiográficos de lesão periapical nem sintomas que sugerissem falha endodôntica.
Diante desse cenário — e considerando tudo que falamos no vídeo anterior — a resina foi a nossa escolha: menor custo, preparo mais conservador, possibilidade de reparo e uma opção mais coerente diante de um prognóstico restaurador que exigia acompanhamento.
E isso não significa abrir mão da qualidade. Resina também pode ter anatomia, função e estética. Uma restauração indireta não precisa ser sinônimo de uma restauração sem personalidade.
No fim das contas, o material não faz milagre. A indicação correta e a execução fazem.
Porque, antes de discutir resina ou porcelana, talvez alguns profissionais devessem discutir antes sobre anatomia ao invés do material.
Afinal, a arte vem antes do material. 🦷🎨
Fluxo analógico, confecção própria.