17/06/2020
O que mudou no atendimento odontológico?
Ao marcar a consulta, a secretaria lhe pede para comparecer usando máscara e lhe faz perguntas sobre convivência com pessoas possivelmente contaminadas com o Covid-19
Pede ainda para chegar no horário programado e preferencialmente desacompanhada, pois o número de cadeiras da sala de recepção diminuiu e não pode haver acúmulo de pessoas.
Chegando, passa por um tapete pedilúvio e enquanto seca a sola dos sapatos, a secretaria mede sua temperatura com um termômetro à distância e lhe oferece álcool em gel para as mãos.
Então ela lhe oferece uma cobertura para os sapatos, ( propé ) outra para os cabelos (gorro ) e em alguns lugares um avental descartável.
Note que a secretaria está usando gorro, avental e mascara ou Face Shield – uma mascara de acrílico transparente que protege todo o rosto.
Ao entrar na sala clínica, tanto o Cirurgião-Dentista quanto a Auxiliar estarão plenamente paramentados, com avental de manga longa descartável e impermeável , luvas , gorros , propés e Face Shields.
A mascara que estarão usando é de especificação PFF2 ou N95. ou cirúrgica tripla camada.
Sua urgência/emergência será atendida, tomando o profissional o cuidado de evitar ou minimizar a formação de spray ou névoa decorrente do uso de seus instrumentos.
Após o atendimento, tudo isso será descartado e você voltará à sala de espera para falar com a secretária. Note que sobre a mesa dela agora há uma placa de acrílico transparente igual aos bancos.
A auxiliar, irá aguardar 30 minutos e após este tempo, fazer a descontaminação de todas as superfícies na sala de clínica. Os instrumentais usados vão ser descontaminados, lavados e esterilizados para a próxima consulta.
Portanto, o período entre um atendimento e outro será bem maior e mais trabalhoso do que estávamos acostumados
É claro que agora, cada atendimento pelo qual você passar, terá um custo adicional em função destes equipamentos de proteção.
Acredito que usando materiais de boa procedência gastaríamos uns R$ 80,00 adicionais à cada atendimento.
Uma paciente argumentou que havia feito o teste e que não teria o vírus e que eu não precisaria me preocupar com ela. Precisei explicar que todo esse cuidado era para proteger a saúde dela e que assim procedendo, teria certeza de não estar transmitindo nada nem à ela e nem à sua família. Lembrem-se que os assintomáticos podem ser transmissores.
No meu entender este seria o atendimento melhor que poderíamos dar aos nossos pacientes e é o que quero incrementar assim que puder voltar à clínica. Toda opinião será bem vinda . É claro que sabemos muito pouco sobre este vírus e as orientações podem mudar.
Nós profissionais da Odontologia, somos muito resilientes : sobrevivemos ao H1N1, à AIDS e até ao confisco da poupança .Vamos sobreviver ao COVID-19.
Parafraseando um inesquecível colega o Dr. Mario Cosentino,
VAMO QUE VAMO !
Rene Coppola CD CROSP 9159
Marilia 17/06/2020