24/07/2024
Vocês sabiam que dentes podres já foram sinônimo de riqueza ❓❓
Só em 2019, a indústria norte-americana importou cerca de 3,86 milhões de toneladas de açúcar, em sua maioria do México, para poder dar conta da demanda, tornando a maior importação desde 1981. Isso porque as condições climáticas resultaram na queda de 10% das colheitas com a destruição das safras por neve e fenômenos da natureza, além de que também serviu para contabilizar o quanto a sociedade norte-americana consome de açúcar.
Desde que começou a ser produzido, em 1501, o açúcar passou a desempenhar um papel primordial na vida do ser humano, com os países modernos importando-o em quantidades recordes ao longo dos séculos.
Na Índia antiga, na Grécia e em Roma, o açúcar foi tratado como remédio para várias doenças, porém nenhum deles sabiam as verdadeiras consequências de uma dieta rica em açúcar. Demorou até 1942 para que os efeitos prejudiciais do produto fossem discutidos de maneira séria. Estudos realizados em 1966 sobre a relação do açúcar com a diabetes também impactaram a indústria dos adoçantes alternativos.
Mesmo quando o cultivo da cana-de-açúcar e o uso culinário do produto se espalharam da Índia para a China, Oriente Médio e Europa, ele ainda permaneceu um aditivo caro, de uso raro e indicativo de requinte e poder.
Quando o açúcar entrou na vida dos ricos, eles foram os primeiros a jogarem o progresso pela janela. A obsessão da Rainha Elizabeth I pelo produto fez com que seus dentes escurecessem de tanta cárie, e isso foi enaltecido por todos e tido como meta para a vida.
Ao longo de muitos anos, o sorriso de dentes apodrecidos se tornaram tão significativos que perdiam em comparação a joias ou roupas caras. Esse movimento considerado “moderno” foi apenas mais uma vírgula no passado doentio dos séculos anteriores, sentando-se ao lado de bizarrices como a maquiagem à base de chumbo e roupas altamente inflamáveis — essas que ficaram por mais tempo do que deveriam.