09/09/2026
Receber o diagnóstico de apneia do sono costuma ser um momento de alívio e de dúvida ao mesmo tempo.
Alívio porque, finalmente, o nome do problema aparece. E dúvida porque, na sequência, vem a pergunta: qual tratamento agora?
A resposta correta passa, antes de tudo, pelo grau da apneia (medido pelo IAH na polissonografia), pelo perfil anatômico, pelo estilo de vida e pelas condições associadas a obesidade, hipertensão, refluxo, entre outras.
O CPAP segue sendo o padrão-ouro para apneia grave, com eficácia comprovada em literatura científ**a robusta. Mas a sua adesão real, fora do laboratório, é o calcanhar de Aquiles do tratamento: estudos mostram que parte signif**ativa dos pacientes abandona o uso nos primeiros meses.
O aparelho intraoral, por outro lado, é a primeira escolha em apneia leve e moderada e é uma opção válida para pacientes graves que não toleram o CPAP. Ele é feito sob medida, ajustado em consultório, e age reposicionando suavemente a mandíbula durante o sono para manter a via aérea livre.
A decisão entre os dois (ou pela combinação dos dois) precisa ser individualizada. Não existe um tratamento melhor que o outro, existe o tratamento certo para cada caso.