Dr. Marcos Castro Alves Periodontista e Implantodontista

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Dr. Marcos Castro Alves Periodontista e Implantodontista �Especialista em periodontia (saúde e estética gengival), implantodontia e laser

Cirurgião Dentista especialista em tratamento das gengivas, implantes dentais, microcirurgia plástica periodontal e peri-implantar.

Periodontite não é simplesmente “uma infecção na gengiva”.É uma doença inflamatória crônica que acontece quando o equilí...
03/09/2026

Periodontite não é simplesmente “uma infecção na gengiva”.

É uma doença inflamatória crônica que acontece quando o equilíbrio entre os microrganismos presentes na boca e a resposta do organismo é rompido. Em condições de saúde, existe uma relação equilibrada entre a microbiota e os tecidos que sustentam os dentes. Quando esse equilíbrio é alterado, ocorre o que chamamos de disbiose.

Na disbiose, o biofilme sofre mudanças na sua composição e no seu comportamento, favorecendo uma comunidade microbiana capaz de estimular e manter uma resposta inflamatória persistente. A destruição dos tecidos periodontais não depende apenas da quantidade de bactérias, mas também da maneira como cada organismo responde a essa alteração.

Clinicamente, alguns sinais podem indicar a presença de doença periodontal: sangramento durante a escovação ou ao passar o fio dental, gengiva avermelhada ou inchada, retração gengival, mau hálito persistente, aumento da mobilidade dos dentes e alterações na posição dos dentes. Nem todos esses sinais estão presentes em todos os casos e, muitas vezes, a periodontite pode evoluir sem causar dor.

Quando a inflamação persiste, pode ocorrer perda progressiva do ligamento periodontal e do osso que sustentam os dentes.

Por isso, o tratamento não consiste apenas em “tirar o tártaro” ou combater bactérias. É necessário controlar o biofilme, os fatores de risco e a inflamação, além de manter o acompanhamento periodontal ao longo do tempo.

A periodontite é uma doença complexa, resultado da interação entre microbiota, tecidos periodontais e resposta do organismo. O conceito de disbiose ajuda a compreender melhor como esse processo se desenvolve e por que o tratamento precisa ser individualizado e contínuo.
# dentistaemlinhares

Agradeço a todos os pacientes, amigos e parceiros pela confiança e carinho ao longo desses anos. Seguimos firmes na miss...
24/08/2026

Agradeço a todos os pacientes, amigos e parceiros pela confiança e carinho ao longo desses anos. Seguimos firmes na missão de servir com ética, responsabilidade e dedicação.
Obrigado ao Carlos Jarjura pelo prêmio destaque
Recall 2026!

A posição tridimensional do implante é determinante para a estabilidade dos tecidos peri-implantares e, consequentemente...
18/08/2026

A posição tridimensional do implante é determinante para a estabilidade dos tecidos peri-implantares e, consequentemente, para o resultado estético a longo prazo.

Neste caso, um dos problemas estava no sentido ápico-coronal. O implante foi instalado em uma posição excessivamente coronal, não acompanhando a referência estabelecida pela margem gengival e pela JCE dos dentes vizinhos.

Associado a isso, havia um fenótipo periodontal fino na região vestibular. Com o passar do tempo, essa combinação favoreceu a remodelação dos tecidos, a recessão gengival e, finalmente, a exposição da fl**ge do implante.

Não se trata simplesmente de “cobrir o metal”. O tratamento precisa considerar a causa que levou à exposição e a capacidade dos tecidos de permanecerem estáveis sobre essa superfície. Neste caso, foi realizado um procedimento de cirurgia plástica periodontal com técnica de túnel associada ao enxerto de tecido conjuntivo, buscando aumentar a espessura tecidual e reconstruir o volume vestibular.

O resultado estético deve começar no planejamento tridimensional do implante. Respeitar a posição ápico-coronal, a posição vestíbulo-lingual e a relação do implante com os dentes vizinhos é parte fundamental da prevenção das complicações estéticas que podem aparecer anos depois.

Nos dias 21 e 22 de maio, em Vitória, participei de uma imersão em reabsorções radiculares, com foco na Reabsorção Cervi...
27/05/2026

Nos dias 21 e 22 de maio, em Vitória, participei de uma imersão em reabsorções radiculares, com foco na Reabsorção Cervical Invasiva, ministrada pelos professores Vanessa Pessoti e Thiago Farias.

Uma condição muitas vezes silenciosa, subdiagnosticada e potencialmente devastadora para a estrutura dental.

Entender a RCI vai muito além de reconhecer uma imagem radiográfica. É compreender seu comportamento, suas consequências e, principalmente, saber indicar o momento certo de intervir. Muitos casos exigem atuação integrada entre endodontista e periodontista, combinando diagnóstico, endodontia e cirurgia para tentar manter o dente em função.

Mas tão importante quanto saber tratar é saber quando não tratar. Existem situações em que o melhor caminho é apenas monitorar, evitando procedimentos desnecessários, desgaste biológico e tratamentos excessivos ao paciente.

Um caso clínico combinando dois tipos de abordagens cirúrgicas minimamente invasivas: microcirurgia endodôntica apical e...
25/05/2026

Um caso clínico combinando dois tipos de abordagens cirúrgicas minimamente invasivas: microcirurgia endodôntica apical e RAPG (reconstrução alveolar proteticamente guiada). Os dentes 12, 11, 21 e 22 apresentavam lesões periapicais, e o plano de tratamento consistia na eliminação da infecção apical por meio de apicectomia, retroinstrumentação e retro-obturação. O objetivo foi alcançado nos dentes 12, 21 e 22.

Durante o acesso ao ápice radicular do dente 11, realizado através de uma incisão vertical paralela ao longo eixo da raiz, observamos a presença de uma trinca apical. Diante disso, o plano de tratamento precisou ser modificado para exodontia. Entretanto, o próprio dente foi adaptado como provisório para RAPG, mantendo-se a porção coronária e 5 mm da porção radicular com ligamento periodontal, visando promover a regeneração óssea alveolar sem enxerto e sem membrana.

Os procedimentos extremamente conservadores não causaram alterações na arquitetura gengival, preservando integralmente a estética original dos tecidos.

Aguardamos a finalização da ortodontia para instalação de implante na região do dente 11 por meio da técnica de cirurgia guiada por computador, outra abordagem minimamente invasiva que permite a instalação do implante sem abertura de retalho, mantendo a filosofia conservadora em todas as etapas do tratamento deste caso.

16/04/2026
Quatro dias de imersão em Belo Horizonte, aprofundando conhecimentos em cirurgia plástica periodontal e peri-implantar p...
06/04/2026

Quatro dias de imersão em Belo Horizonte, aprofundando conhecimentos em cirurgia plástica periodontal e peri-implantar para casos avançados, com as professoras Vanessa Frazão e Graça Najar.

Além do refinamento das técnicas cirúrgicas, o foco esteve no diagnóstico e no planejamento, onde, na prática, se definem os resultados.

Conteúdo de alto nível, para um grupo seleto de profissionais e professores de diferentes regiões do Brasil e do exterior.

Agora é aplicar, com mais critério e previsibilidade, no que realmente importa: o resultado clínico. E fazer ainda melhor o que já fazemos.

Recessões gengivais iatrogênicas exigem mais do que soluções restauradoras paliativas.A paciente apresentava recessão ge...
08/02/2026

Recessões gengivais iatrogênicas exigem mais do que soluções restauradoras paliativas.

A paciente apresentava recessão gengival decorrente de um procedimento cirúrgico previamente malsucedido e, por isso, havia sido “tratada” com uma restauração em resina composta. A solução gerava insatisfação estética, levando a paciente a manter o sorriso contido para evitar a exposição do dente aparentemente mais longo.

Optamos inicialmente pela remoção da restauração, com o objetivo de restabelecer um ambiente biológico favorável e permitir ganho de tecido mole marginal. Após 36 dias de maturação tecidual, foi realizada cirurgia de recobrimento radicular utilizando enxerto de tecido conjuntivo associado à técnica de tunelização, incluindo dentes vizinhos que também apresentavam recessão e eram motivo de queixa.

O caso reforça princípios fundamentais da periodontia mucogengival, nos quais o respeito aos tecidos e ao tempo permite que a biologia trabalhe a nosso favor.
Por fim, recessões gengivais devem ser recobertas por gengiva — e não restauradas. Restaurações não substituem tecidos.

As contenções ortodônticas fixas são fundamentais para manter o alinhamento e prevenir recidivas. Ainda assim, estudos r...
15/01/2026

As contenções ortodônticas fixas são fundamentais para manter o alinhamento e prevenir recidivas. Ainda assim, estudos recentes alertam para a possibilidade de movimentações dentárias indesejadas associadas a contenções metálicas, mesmo quando o fio permanece íntegro e aparentemente bem adaptado.

Essas alterações, descritas por alguns autores como “síndrome do fio ortodôntico”, podem surgir anos após a instalação e envolver torque, inclinações ou rotações silenciosas, frequentemente percebidas apenas quando aparecem problemas periodontais, como recessões gengivais vestibulares — sobretudo nos incisivos inferiores.

Os mecanismos parecem envolver adaptação não totalmente passiva do fio, tensões introduzidas na colagem e propagação de forças ao longo do tempo, além da influência do tipo de fio. Do ponto de vista periodontal, pacientes com fenótipo gengival fino são mais suscetíveis, já que pequenas movimentações fora do envelope ósseo podem gerar recessões.

O tratamento deve ser integrado: corrigir apenas a recessão, sem tratar a causa ortodôntica, compromete a estabilidade. A mensagem não é contraindicar a contenção fixa, mas reforçar a necessidade de instalação passiva, avaliação gengival e acompanhamento periódico. Contenção é parte do tratamento — e exige controle contínuo.

Referências:

Schmid JQ et al.,The effect of lingual orthodontic appliances in the dimensional reduction of labial gingival recession and root prominence caused by wire syndrome in the anterior mandible: a multicenter study. Quintessence Int. 2025;56(4):306-317.

Abu Arqub S et al., The dark side of fixed retainers: Case series. Am J Orthod Dentofacial Orthop. 2023;164(3):e72-e88.

Mais um caso de recessão gengival associada à contenção ortodôntica, tratado com abordagem ortodôntica prévia e cirurgia...
06/01/2026

Mais um caso de recessão gengival associada à contenção ortodôntica, tratado com abordagem ortodôntica prévia e cirurgia periodontal.

A paciente nos procurou apresentando recessão gengival no dente 41, relacionada à posição radicular fora do envelope ósseo, provavelmente decorrente de uma distorção da contenção ortodôntica, que promoveu a vestibularização do dente.

Antes da cirurgia de recobrimento radicular, a paciente foi encaminhada ao ortodontista para o alinhamento dos dentes anteriores inferiores.

Na sequência, foi realizada a técnica descrita por Sculean & Allen (2018), de túnel fechado lateralmente associado ao enxerto de tecido conjuntivo, para correção da recessão gengival.

Casos como este reforçam a importância do acompanhamento periódico de pacientes com contenções ortodônticas, a fim de prevenir movimentações indesejadas e suas consequências periodontais.

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