12/08/2026
Alguns dias de muito conteúdo, tecnologia e, curiosamente, uma reflexão cada vez mais humana.
Estive no Align Evolution Summit LATAM 2026, um encontro da Align que reúne profissionais convidados para discutir os próximos caminhos da ortodontia digital. Estar presencialmente ali, entre um grupo tão seleto de dentistas, foi especial.
Falamos muito sobre inteligência artificial, planejamento digital, escaneamento, previsibilidade e sobre tudo o que já está transformando a nossa profissão. Para quem, como eu, trabalha dentro de um fluxo cada vez mais digital, ignorar esse movimento simplesmente não é uma opção.
Mas foi justamente em um evento tão voltado para o futuro que uma fala do Rony Meisler me fez pensar no que talvez seja ainda mais importante daqui para frente: em um mundo cada vez mais automatizado, o humano passa a ter ainda mais valor.
Ele trouxe uma provocação que ficou comigo: talvez chegue o momento em que veremos a expressão “contém humano” como hoje vemos tantas outras informações nos produtos que consumimos.
E eu voltei pensando muito nisso.
A inteligência artificial pode nos ajudar a diagnosticar, planejar, simular e tornar nossos tratamentos cada vez mais precisos. Mas ela não recebe alguém pela primeira vez. Não percebe um medo antes mesmo de ele ser dito. Não constrói confiança em uma conversa. Não conhece uma família ao longo dos anos.
Talvez o futuro mais interessante não seja escolher entre tecnologia ou pessoas.
Seja usar toda a tecnologia disponível sem deixar de conter humano.