17/03/2026
O artigo “The global prevalence of tooth wear in general population: a systematic review and meta-analysis”, de Salari e colaboradores (2026), reuniu 133 estudos de vários países, somando mais de 92 mil pessoas, e mostrou que cerca de 40,8% da população mundial apresenta algum grau de desgaste nos dentes, resultado de mecanismos como erosão, atrição, abrasão e abfração, fortemente relacionados a estilo de vida, ácidos na alimentação, refluxo, hábitos de apertar/ranger os dentes e outros fatores de saúde geral.
Para a odontologia, o grande destaque dessa pesquisa é deixar claro que desgaste dental é um problema global, progressivo e irreversível, com impacto funcional, estético e psicológico, exigindo protocolos preventivos, diagnósticos padronizados e uma abordagem que vá muito além de “apenas restaurar o dente”.
Traduzindo para você, paciente: dentes mais curtos, sensíveis, com trincas ou com aparência “gasta” não são algo “normal da idade”, mas um recado do corpo sobre como você está vivendo – alimentação, sono, estresse, medicações e até doenças como refluxo entram nessa conta – e, se a causa não for cuidada, qualquer material restaurador também vai se desgastar mais cedo.
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