17/08/2026
# Relato de parto #
Ainda no inicio da minha internação ouvi várias vezes e de vários profissionais que um parto normal seria melhor para ela, para seu desenvolvimento. Então claro que iria tentar.
Comecei a sentir umas contrações na noite do dia 23 de julho. Elas se estenderam só até a tarde do dia 24, pois conseguimos inibi-las com medicação. No dia 27 de julho, às 3h da manhã, elas voltaram e, dessa vez, não teve medicação capaz de cessá-las.
Na manhã desse mesmo dia, o médico me examinou e eu estava com apenas 1 cm de dilatação. As dores se estenderam até o dia 28 de julho. Mais uma madrugada em claro. Aí, o intervalo já era menor e as dores, mais fortes.
Pela manhã, a médica avaliou e eu estava com 6 cm de dilatação. Foi aí que, depois de exatos 30 dias, eu levantei da cama pela primeira vez. Não sentia minhas pernas, meus pés formigavam e eu não conseguia sequer me manter em pé sem ajuda.
As dores foram ficando cada vez mais intensas até que, às 18h, fui reavaliada e a médica falou: “Está completa, 10 cm de dilatação e já estou sentindo ela. Vai nascer! Vamos para a sala de parto.”
E assim fiz. Fui para a sala de parto de cadeira de rodas e carregada de um canto para outro, pois, além de estar fraca pelo tempo deitada, estava há duas noites sem dormir e sem comer. Fiquei super enjoada depois que levantei da cama e vomitei tudo o que consegui comer minutos antes de ir para a sala de parto. Deus mais uma vez me sustentou e eu ainda conseguia botar o sorriso no rosto ao pensar que ela estava vindo.
Chegando lá, dei meu máximo. Deus sabe que dei. Mas não conseguia ficar em pé para fazer nenhum exercício e, por sentir tudo ali quieta, me deram ocitocina achando que minhas dores estavam “fugaz”. Depois disso, minhas dores ficaram insuportáveis e praticamente sem intervalo. Abro aqui um parênteses para enaltecer a equipe de enfermagem que conseguiu, na medida do possível, deixar tudo mais leve e mais confortável pra mim. Vocês são parte da nossa história e eu não tenho palavras para agradecer.
Maitê já estava encaixada, já tinha entrado no canal e assim ficou “presa” por um tempo, pois, já ali no finalzinho, perdi as forças de vez.
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