Esio Coelho - Endodontia

Esio Coelho - Endodontia Localizado no Liv Mall, dispõe de avançados recursos tecnológicos que auxiliam no tratamento de canais radiculares.

Além da excelência dos equipamentos e instalações, a clínica tem como filosofia um atendimento exclusivo e diferenciad Endodontia Clínica e Cirurgica
Microscopia Operatória

Vamos de retratamento! Você tem dificuldade em remover aquela gutapercha presa na parede lateral que não sai por nada??Q...
01/03/2022

Vamos de retratamento! Você tem dificuldade em remover aquela gutapercha presa na parede lateral que não sai por nada??

Quero te apresentar este caso que foi encaminhado justamente pela dificuldade em realizar a desobturação. Quais a nossas opções? Solvente, ultrassom ou remoção mecânica.

Utilize solvente somente em último caso; ele gera uma massa de guta solubilizada que preenche istmos e reentrâncias do sistema de canais, dificultando a ação do instrumento sobre a parede dentinária e remoção do material obturador.

Ultrassom é simplesmente fantástico! As pontas Clearsonic e Flatsonic da são extremamente ef**azes, mas como geram calor, podem plastif**ar o material obturador e pressioná-lo contra áreas irregulares. Utilizo em praticamente todos os casos de retratamento. Farei uma postagem específ**a sobre elas.

Outra opção é a utilização da Reciproc R25 convecional (não a Blue). E aí que entra a grande dica deste caso: ESPAÇADOR MANUAL DA ODOUS DE DEUS.

DICA: Utilize o espaçador como uma sonda exploradora para descolar a guta da parede. Depois utilize a Reciproc no espaço criado!

A grande vantagem dessa técnica é a remoção do material obturador praticamente inteiro, pois ele “enovela” na lima.

Não existe fórmula mágica: conheça todas as técnicas e teste de forma progressiva. Não se limite a conhecer apenas um protocolo. Think outside the box!

Olha que caso interessante. Paciente foi encaminhado para tratamento endodôntico do elemento 22 após calcif**ação identi...
22/02/2022

Olha que caso interessante. Paciente foi encaminhado para tratamento endodôntico do elemento 22 após calcif**ação identif**ada em exame radiográfico de rotina, totalmente assintomático. Relatou trauma prévio.

Fiz o teste de SENSIBILIDADE e o resultado foi negativo.

Dica: Um teste de sensibilidade negativo NÃO é necessariamente associado a uma polpa necrosada. O resultado negativo pode estar associado a uma calcif**ação acentuada da câmara pulpar, que impede que o estímulo chegue ao tecido pulpar. Isso acontece muito em pacientes idosos, onde a formação de dentina secundária reduz consideravelmente as dimensões da câmara pulpar.

Voltando ao caso, fiz o teste de sensibilidade no elemento 21, para controle. Para minha surpresa, resultado NEGATIVO! Parti para o teste no 11; resultado POSITIVO.

Ao exame radiográfico, o elemento 21 não apresentava calcif**ação nem qualquer outra alteração. Parti para o teste de cavidade e resultado NEGATIVO, o que confirmou a indicação para o tratamento endodôntico.

Ora, por este raciocínio, eu também deveria fazer o teste de cavidade no elemento 22? Te respondo com uma pergunta: se o elemento 22 está necrosado, quem está calcif**ando o canal? A polpa vital!

Tratamento concluído, agora é acompanhar o 22.

Não trato canais calcif**ados sem diagnóstico de alteração patológica.

Semana passada vimos um caso de trinca SEM indicação de exo + implante. Mas nem tudo são flores...Neste caso que trago h...
15/02/2022

Semana passada vimos um caso de trinca SEM indicação de exo + implante. Mas nem tudo são flores...

Neste caso que trago hoje para vocês, o paciente apresentava como queixa principal uma fístula vestibular na região do elemento 46. Ao exame clínico inicial, suspeitei da localização da fístula, muito próxima à margem gengival. Ao realizar o afastamento gengival, observei uma desadaptação da coroa. Radiograf**amente, não havia sinais de obturação nos canais distais, somente nos mesiais.

Hipóteses diagnósticas: 1) Abscesso gengival, 2) fratura radicular vertical (FRV).

Dica: O diagnóstico das fraturas radiculares verticais é CLÍNICO! Grande parte dos profissionais solicitam tomografias computadorizadas para o diagnóstico de FRV e ainda analisam as películas impressas. As tomografias auxiliam indiretamente no diagnóstico: não identif**am a linha de fratura, mas evidenciam a perda óssea associada a ela. Existe um artefato na tomografia chamado endurecimento de feixe (Beam Hardening); este artefato causa muita confusão e por diversas vezes é confundido com uma linha de fratura.

Plano de tratamento: retirar a coroa, inspecionar sob microscópio e realizar a sondagem periodontal (a coroa estava tão mal posicionada que não permitiu a sondagem antes). Caso não houvesse comprometimento periodontal, partiria para o retratamento não cirúrgico.

Infelizmente, ao retirar a coroa e limpar todo o cimento, identifiquei a linha de fratura. A sondagem periodontal atingiu 10mm! Dessa vez, implante sim.

PATEL S, et al. The detection of vertical root fractures in root filled teeth with periapical radiographs and CBCT scans. Int Endod J. 2013 Dec;46(12):1140-52.

JONES D, et al. The effect of alteration of the exposure parameters of a cone-beam computed tomographic scan on the diagnosis of simulated horizontal root fractures. J Endod. 2015 Apr;41(4):520-5.

08/02/2022

Seu paciente chegou com uma pulpite irreversível num dente com uma restauração de resina relativamente pequena, sem infiltração. Tanto clínica como radiograf**amente, não há sinais que justifiquem tal pulpite. Após realizar o acesso coronário, se depara com uma trinca que se estende da crista mesial até a crista distal, passando pelo assoalho.

E aí, o que você faz? Implante? Tratamento endodôntico + restauração direta MOD? Se você decidir pelo tratamento endodôntico, seu paciente vai querer saber qual o prognóstico; qual a expectativa de sobrevida desse elemento?

Todas as trincas MOD ocorrem em decorrência de vetores de força para vestibular e palatina/lingual. Isso ocorre após uma fadiga acumulada devido a ciclos de dilatação de restauração de amálgama, hábitos mastigatórios parafuncionais e, com menor frequência, traumas. A perda das cristas proximais potencializa os efeitos desses vetores de força.

Vamos aos fatos:

1. O tratamento endodôntico é o tratamento de escolha em dentes trincados SEM bolsa periodontal associada. Os índices de sobrevida foram de 84,1% (LEONG et al.,2020) e 82% (OLIVIERI et al., 2020) – esses índices devem ser informados ao paciente no momento da escolha do plano de tratamento;

2. Dentes trincados associados a bolsas periodontais localizadas junto à linha de fratura apresentam prognóstico desfavorável;

3. Dentes trincados DEVEM receber proteção de cúspides durante a reabilitação. O objetivo é transformar os vetores de forças LATERAIS em AXIAIS.

“Ain, mas eu acho que todo trincado deve ser extraído!”. Se a sua opinião pessoal vai de encontro à evidência científ**a, me desculpe, mas ela não serve para a tomada de decisão.

OLIVIERI JG, et al. Outcome and Survival of Endodontically Treated Cracked Posterior Permanent Teeth: A Systematic Review and Meta-analysis. J Endod. 2020 Apr;46(4):455-463.

LEONG DJX, et al. Outcomes of endodontically treated cracked teeth: a systematic review and meta-analysis. Clin Oral Investig. 2020 Jan;24(1):465-473.

Imaginem a situação: você precisa sair de casa e começa a procurar a chave do carro. Depois de alguns minutos procurando...
01/02/2022

Imaginem a situação: você precisa sair de casa e começa a procurar a chave do carro. Depois de alguns minutos procurando, percebe que estava bem na sua frente, o tempo todo!

É mais ou menos isso que acontece quando você f**a utilizando a broca ou ultrassom para procurar canais. Normalmente ele já está lá, olhando para você!

Quero te apresentar este caso de um retratamento (completamente assintomático, com indicação protética). Após remover a restauração antiga, percebi uma quantidade imensa de gutapercha na câmara e até acima dela; além disso, uma grande perda de estrutura na porção distal. Resolvi arrumar a casa antes de qualquer coisa: removi toda a guta da câmara e reconstruí a parede distal.

Nessa primeira sessão, já consegui identif**ar a entrada do canal MV2. Detalhe: sem desgastar absolutamente nada de dentina, com broca ou ultrassom!

Já parou para pensar no motivo pelo qual a maioria dos que estão lendo não localiza o canal MV2 com tanta frequência? Vamos aos dois pontos principais:

1 – ANATOMIA. Conhecer a anatomia é conseguir ver sem olhar. A leitura do artigo “Anatomy of the pulp-chamber floor”, KRASNER E RANKOW (2004) é obrigatória para qualquer um que se proponha a fazer endodontia.

2 – VISÃO. Nesse ponto, é imprescindível ter uma boa fonte de luz, um bom espelho de primeiro plano e alguma magnif**ação. Acredite: eu também terei dificuldade em ver um MV2 com um espelho riscado de segundo plano, luz halógena e sem magnif**ação!

Se está no início da prática endodôntica, cogite adquirir uma lupa + fotóforo simples (R$600,00). Com o tempo, naturalmente sentirá a necessidade de adquirir uma lupa de melhor qualidade ou até mesmo um microscópio.

Curso com 4 módulos voltado para um público com pouca ou nenhuma experiência em Endodontia e que pretende aplicar os con...
26/01/2022

Curso com 4 módulos voltado para um público com pouca ou nenhuma experiência em Endodontia e que pretende aplicar os conhecimentos em clínicas particulares ou conveniadas a Planos de Saúde. O objetivo do curso é tornar a prática da Endodontia mais simples e previsível para o clínico geral por meio do emprego de técnicas mecanizadas de preparo e obturações termoplásticas.

Endodontia não é uma especialidade fácil. Existe uma curva de aprendizado que envolve um ciclo teórico-laboratorial-clín...
25/01/2022

Endodontia não é uma especialidade fácil. Existe uma curva de aprendizado que envolve um ciclo teórico-laboratorial-clínico que acompanhará o profissional durante toda a sua carreira.

Quero apresentar o caso de um retratamento de um elemento 47 com diagnóstico de abscesso agudo. O paciente relatou que havia concluído o tratamento há aproximadamente 02 anos. Ao analisar a radiografia, imaginei que o paciente poderia ter se equivocado, pois o tratamento não estava concluído e o elemento aparentava estar com alguma medicação radiopaca na câmara pulpar e terço cervical dos canais.

Após remover a restauração, a surpresa desagradável: o tratamento estava realmente “concluído”! O material radiopaco era gutapercha...

Removi o teto da câmara e organizei a câmara pulpar com ponta E3D, da Helse.

DICA: Use a ponta de ultrassom sem irrigação e com a câmara seca. O calor gerado vai permitir tirar toda a guta coronária e refinar o acesso. Depois disso, a câmara pulpar f**ará bem suja; inunde a câmara, reduza a potência do ultrassom para 20% e faça um “PUI coronário”, tocando levemente nas paredes. Isso deixará a câmara bem limpa e facilitará a visualização. Repita esse ciclo enquanto precisar trabalhar na câmara.

O tratamento foi concluído com limas Wave Onde Gold Medium e cimento biocerâmico Bio-C Sealer.

Todos teremos intercorrências e dificuldades ao longo das nossas carreiras. Isso nos estimula a sempre melhorar. O problema é a falta de caráter; é se dispor a realizar um tratamento que não tem o menor conhecimento para realizar.

Não há demérito algum em reconhecer os nossos limites. Isso se chama maturidade e profissionalismo.

22/01/2022

Já trabalha Endo? Imagina uma imersão onde você acessa o conteúdo de vários cursos num só!? Na Imersão em Endodontia do Studyo Recife, abordamos endodontia minimamente invasiva, instrumentação mecanizada, ultrassom, termoplastif**ação, retratamento não cirúrgico e análise tomográf**a em DICOM.

Próxima turma: 19 e 20 FEV!

Em 1974, Herbert Schilder publicou o artigo Cleaning and Shaping The Root Canal. O artigo foi um divisor de águas na end...
18/01/2022

Em 1974, Herbert Schilder publicou o artigo Cleaning and Shaping The Root Canal. O artigo foi um divisor de águas na endodontia, pois preconizava um preparo coroa-ápice de formato cônico acentuado.

Por muito tempo, esta foi a principal filosofia de trabalho na endodontia. Schilder estava errado?

Quero te apresentar este caso de pulpite irreversível em um paciente com uma overlay recém instalada. Radiograf**amente, canais atresiados e câmara pulpar com pequenas dimensões.

Com base nos princípios de Schilder, seria necessário ampliar o acesso, alargar bem o terço cervical e realizar o desgaste anticurvatura nos canais vestibulares, evitando tensões excessivas sobre o instrumento e riscos de desvios durante o preparo.

Voltemos no tempo. Em 1974, os instrumentos endodônticos eram fabricados em aço inoxidável, com flexibilidade reduzida e sem possibilidade de acionamento a motor para preparos apicais. O objetivo do formato cônico acentuado e desgaste anticurvatura era tornar possível o preparo, sem intercorrências, com limas manuais de aço inox.

Atualmente temos limas de níquel titânio com alta proporção de fase martensítica na temperatura corporal. São limas extremamente flexíveis, resistentes à fadiga cíclica e com excelente poder de corte, como as Limas Wave One Gold e Trunatomy, da Dentsply e Reciproc Blue, da VDW.

Obviamente, Schilder não estava errado; foi um gênio da sua época. Se você pretende trabalhar com instrumentos manuais, siga Schilder. Mas se você pratica uma endodontia de alto desempenho, com instrumentos de NiTi de alto desempenho, microscópio e ultrassom, o estado da arte é a Endodontia Minimamente Invasiva.

Evolua progressivamente e curta o processo. Suba um degrau de cada vez e não pare no meio da escada!

Quero apresentar esse caso de um incisivo lateral para você. A dica aqui é o isolamento. Observe que há um comprometimen...
11/01/2022

Quero apresentar esse caso de um incisivo lateral para você. A dica aqui é o isolamento. Observe que há um comprometimento importante na porção distal. Resolvi isolar à distância e inverter o lençol no sulco gengival.

Dica: Para inverter o lençol, inicie pelas proximais com fio dental duplo. Depois inverta pela V e P com uma espátula grossa (a de silicato 1 é ótima).

Poderia ter isolado esse caso com um grampo diretamente no elemento? Poderia. Deu mais trabalho isolar sem grampo e realizando a inversão do lençol? Sim.

Então por que tive todo esse trabalho? Faça sempre melhor do que o necessário!

Quando terminei minha pós-graduação em 2010, comentei com o Prof. Diógenes Ferreira que estava conseguindo concluir o tratamento endodôntico de um molar em 50 minutos. A resposta dele foi um tanto desestimulante, mas que me marcou para a vida toda: “Que legal! Mas você vai perceber que isso não importa tanto.”

(Quem conhece o Prof. Diógenes sabe que o cara atingiu um nível de maturidade e evolução profissional e pessoal que é uma coisa impressionante. Sou fã dele!)

Mas voltando à história, aquela não era a resposta que eu queria ouvir; definitivamente, era a que eu PRECISAVA ouvir.

Quando comecei a trabalhar com microscopia full-time, passei a gastar mais tempo fazendo acessos conservadores, refinando paredes, limpando e qualif**ando dentina. Isso vai influenciar no sucesso da minha desinfecção? Provavelmente não; mas definitivamente vai influenciar na sobrevida desse elemento.

No final, implantar tudo que é ideal para o seu paciente vai demandar tempo de tratamento. E sim, percebi ao longo desses 12 anos que concluir um canal em 50 min não importa tanto. O que importa, e o que esperam de você, é que faça sempre melhor do que o necessário. Obrigado, Diógenes.

Curso voltado para profissionais que já atuam em Endodontia. O objetivo do curso é apresentar a filosofia endodôntica co...
07/01/2022

Curso voltado para profissionais que já atuam em Endodontia. O objetivo do curso é apresentar a filosofia endodôntica contemporânea, com foco em preparos mecanizados, ultrassom e obturações termoplásticas através de uma abordagem minimamente invasiva.

Studyo Recife

Casos de endodontia primária são relativamente simples; é aí que mora o perigo!Este caso que vou te apresentar era uma p...
04/01/2022

Casos de endodontia primária são relativamente simples; é aí que mora o perigo!

Este caso que vou te apresentar era uma pulpite irreversível com extensa comunicação com o c***o pulpar disto palatino.

Dica #1: Sempre que possível, remova todo o material restaurador prévio. Você se surpreenderá com o que achará embaixo!

Acesso feito (broca esférica 1016 + ponta E2D da Helse para refinamento), parti para o isolamento e elevação de margem profunda na distal (Adesivo Universal + Resina SDR-Dentsply). E lá se foi um booom tempo de tratamento.

Dica #2: Gastar tempo no acesso é ganhar no preparo e obturação!

Durante o cateterismo (lima C+, #8, 21mm), senti uma resistência considerável no canal MV. Canais DV e P avançaram sem problema.

Realizei o preparo cervical, sem maiores dificuldades nos canais MV e DV com Wave One Gold Primary e Medium no P.

Parti para a odontometria. Nesse momento, acendeu um alerta: a lima #8 ainda encontrava alguma resistência nos canais MV e DV, mesmo após o preparo cervical.

Dica #3: Sempre que a lima C encontrar resistência ao avanço num canal onde a lima de alargamento consegue avançar, existe uma curvatura!

Consegui realizar a odontometria com a lima #8 nos canais V e #10 no canal P. CRD entre 24 e 25mm. Aí vem um detalhe importante: a curvatura estava localizada no terço médio de um canal longo. Isso desloca o ponto de tensão-tração para o terço médio/cervical do instrumento, o que favorece a fratura por fadiga.

Dica #4: Em casos de canais curvos e longos, utilize limas de conicidade .04.

Pronto, fiz o preparo dos canais V com Trunatomy #26.04 e P com Wave One Gold Medium #35.06. Obturação por OCC, selamento dentinário imediato (IDS) e partiu férias!

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