Cuore Odonto

Cuore Odonto RT CD Vanessa Chiachirini Yano CROSP 83776
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A Dor de Cabeça que Volta Todo Dia Pode Não Ser Enxaqueca.Ressonância normal. Exame de sangue normal. Neurologista não e...
27/05/2026

A Dor de Cabeça que Volta Todo Dia Pode Não Ser Enxaqueca.

Ressonância normal. Exame de sangue normal. Neurologista não encontra nada. E a dor de cabeça volta toda manhã.

Existe uma pergunta que quase nenhum especialista faz — e que muda tudo quando alguém finalmente faz: você range ou aperta os dentes enquanto dorme?

O bruxismo afeta entre 8% e 31% dos adultos, a maioria sem saber. Durante o sono, a musculatura mastigatória gera força de até 250 kg/cm² — contra os 70–80 kg/cm² da mastigação normal. Essa tensão se irradia para a região temporal, o pescoço e os ombros. O resultado é uma cefaleia tensional que aparece de manhã, piora ao longo do dia e não responde a analgésico — porque a causa continua ativa toda noite. Pacientes com bruxismo apresentam prevalência de cefaleia tensional até 3 vezes maior que a população geral.

A placa oclusal reduz a atividade muscular noturna e está associada à redução significativa da frequência e intensidade das cefaleias. O tratamento não começa no neurologista. Começa na cadeira do dentista.

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RT: Vanessa Yano — CROSP 83.776 Cirurgiã-dentista

A Cirurgia de Siso que Salvou uma VidaKendall Schara tinha 21 anos, era capitã do time de vôlei da Universidade de Wisco...
26/05/2026

A Cirurgia de Siso que Salvou uma Vida

Kendall Schara tinha 21 anos, era capitã do time de vôlei da Universidade de Wisconsin-Green Bay, nos Estados Unidos, e foi ao dentista para uma cirurgia de rotina. O siso foi retirado. A ferida não cicatrizava. O corpo não conseguia combater a infecção — e nenhum antibiótico funcionava.

Meses depois, uma biópsia de medula óssea revelou leucemia mieloide aguda. Um câncer de sangue que progride rapidamente, que compromete a imunidade e que, nesse caso, deu o seu primeiro sinal numa ferida cirúrgica que simplesmente não fechava.

A boca não causou a leucemia. Mas foi ela que a revelou — antes de qualquer outro exame, antes de qualquer outro especialista.

Isso aconteceu nos Estados Unidos. Mas poderia ter acontecido em qualquer lugar do mundo — inclusive aqui.

O dentista que observa uma ferida que não cicatriza, uma gengiva que sangra sem motivo ou uma infecção que não responde a antibiótico não está sendo alarmista; está exercendo exatamente o que uma formação clínica sólida exige: reconhecer que a boca é parte de um sistema.

Kendall recebeu o transplante de células-tronco doado pela irmã mais nova em julho de 2025. Hoje está em remissão completa.

Fonte: People Magazine, ABC News GMA, 2025.

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RT: Vanessa Yano — CROSP 83.776
Cirurgiã-dentista

O endocrinologista ajusta a insulina. O clínico geral monitora a glicemia. O dentista cuida dos dentes. Três profissiona...
22/05/2026

O endocrinologista ajusta a insulina. O clínico geral monitora a glicemia. O dentista cuida dos dentes. Três profissionais, três consultórios, zero conversa entre eles.

Enquanto isso, a gengiva inflamada continua sabotando o controle glicêmico — e ninguém avisou ao paciente que isso era possível.

A relação entre diabetes e doença periodontal é bidirecional e documentada. Diabetes descontrolado agrava a periodontite. E a periodontite, por sua vez, libera mediadores inflamatórios na corrente sanguínea que aumentam a resistência à insulina — dificultando o controle glicêmico mesmo com o uso de medicação. Uma meta-análise com 371 pacientes mostrou que o tratamento periodontal reduz a hemoglobina glicada em média 0,4%, de forma independente dos cuidados médicos. A periodontite é reconhecida pela literatura científica como a sexta complicação do diabetes.

O Brasil tem 20 milhões de diabéticos. A maioria nunca ouviu falar nisso.

Fonte: Telessaúde Bahia / Borgnakke et al., 2013 / Revisão sistemática PubMed–SciELO–Cochrane, 2020–2024.

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RT: Vanessa Yano — CROSP 83.776
Cirurgiã-dentista

Acordar cansado depois de oito horas de sono. Dor de cabeça toda manhã. Sensibilidade nos dentes que nenhum tratamento r...
21/05/2026

Acordar cansado depois de oito horas de sono. Dor de cabeça toda manhã. Sensibilidade nos dentes que nenhum tratamento resolve. Esses sintomas percorrem anos de investigação médica antes de alguém olhar para a boca.

O bruxismo afeta entre 8% e 31% dos adultos. Na maioria dos casos, o paciente não sabe que tem. Quem identifica primeiro, com mais frequência, é o dentista.

Durante os episódios noturnos, a musculatura mastigatória gera força de até 250 kg/cm² — contra os 70–80 kg/cm² da mastigação normal. O resultado aparece no esmalte desgastado, na dor de cabeça matinal, na articulação travada e no sono que nunca descansa de verdade.

O manejo envolve placa oclusal, acompanhamento multidisciplinar e, em muitos casos, investigação de apneia — condição que coexiste com o bruxismo em uma parcela significativa dos pacientes.

A odontologia que trata só o dente está vendo metade do quadro.

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RT: Vanessa Yano — CROSP 83.776
Cirurgiã-dentista

Antidepressivos, anti-hipertensivos, anti-histamínicos, diuréticos, ansiolíticos. São medicamentos usados por dezenas de...
20/05/2026

Antidepressivos, anti-hipertensivos, anti-histamínicos, diuréticos, ansiolíticos. São medicamentos usados por dezenas de milhões de brasileiros — muitos deles de forma contínua, por anos ou décadas. Todos têm em comum um efeito colateral que raramente aparece com o destaque que merece: a redução do fluxo salivar.

A saliva não é só umidade. É o principal sistema de defesa natural da boca — neutraliza ácidos, remineraliza o esmalte, controla a proliferação bacteriana.

Quando o fluxo cai, esse equilíbrio se rompe. O resultado é um aumento expressivo no risco de cárie, especialmente em adultos acima dos 50 com retração gengival.
O problema não é o descuido. É a ausência de manejo clínico específico. O dentista que identifica essa condição na anamnese e adapta o protocolo de prevenção está exercendo odontologia sistêmica — e protegendo o paciente de uma deterioração que poderia ser evitada.

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RT: Vanessa Yano — CROSP 83.776
Cirurgiã-dentista

O Instagram odontológico é dominado por resultados visuais. Antes e depois. Sorriso reconstruído. Faceta perfeita. A est...
19/05/2026

O Instagram odontológico é dominado por resultados visuais. Antes e depois. Sorriso reconstruído. Faceta perfeita. A estética é real — mas a qualidade que não aparece na foto é exatamente a que define o que acontece décadas depois do procedimento.

A diferença entre um tratamento que dura dez anos e um que dura trinta não está no material usado. Está no diagnóstico que antecedeu, no protocolo seguido e no acompanhamento mantido depois. Isso se aprende — e não se aprende em curso de fim de semana.

A Faculdade de Odontologia da USP é classificada como a melhor escola de odontologia do mundo pelo QS World University Rankings. O currículo forma raciocínio clínico — a capacidade de ler o paciente como sistema, não como conjunto de queixas isoladas.

Formação de excelência não é credencial decorativa. É o que garante que cada decisão clínica tem base.

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Cirurgiã-dentista

A primeira consulta ao dentista deveria acontecer quando o primeiro dente aparece — entre seis e doze meses de idade. É ...
18/05/2026

A primeira consulta ao dentista deveria acontecer quando o primeiro dente aparece — entre seis e doze meses de idade. É o que recomendam a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Academia Americana de Odontopediatria. Na prática, a maioria das crianças brasileiras chega ao consultório pela primeira vez apenas quando já existe dor.

Esse atraso tem um custo que vai além da saúde bucal. A primeira experiência odontológica em situação de crise é o principal fator de formação da ansiedade que persiste na vida adulta. A criança que conhece o consultório sem dor e sem urgência cresce com uma relação diferente com o próprio cuidado — e esse comportamento aparece nos dados de longevidade décadas depois.

Cárie é a doença crônica mais prevalente na infância, segundo a OMS. E uma das mais evitáveis. O dente de leite não é provisório — e a perda prematura por cárie não tratada cria problemas ortodônticos que custam anos de correção.

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Cirurgiã-dentista

Entre 60% e 75% das gestantes desenvolvem algum grau de inflamação gengival durante a gravidez. A maioria não sabe. E a ...
15/05/2026

Entre 60% e 75% das gestantes desenvolvem algum grau de inflamação gengival durante a gravidez. A maioria não sabe. E a maioria não vai ao dentista — com medo de que o atendimento ofereça risco ao bebê, quando na verdade o risco maior é o inverso.

A doença periodontal não tratada durante a gestação está associada a maior risco de parto prematuro e baixo peso ao nascer. O mecanismo é biológico: bactérias periodontais conseguem alcançar a unidade fetoplacentária e estimular contrações uterinas prematuras. Cuidar da gengiva durante a gravidez é, pelos dados, cuidar também do bebê.

O segundo trimestre é o período mais seguro para procedimentos eletivos.

Profilaxia e raspagem têm indicação formal. O que não pode esperar é o adiamento do cuidado.

Fonte: Journal of Periodontology.

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Entre 50% e 80% dos adultos relatam algum grau de ansiedade relacionada ao dentista. Entre 9% e 15% têm fobia severa — o...
14/05/2026

Entre 50% e 80% dos adultos relatam algum grau de ansiedade relacionada ao dentista. Entre 9% e 15% têm fobia severa — o tipo que leva à evitação completa por anos, às vezes por décadas.

O custo é alto e silencioso. O problema que chegaria como prevenção vira emergência. A restauração que custaria pouco vira extração. E o trauma de um atendimento difícil reforça exatamente o medo que impediu o cuidado desde o início.

A pesquisa é clara: o fator mais relevante para reduzir ansiedade odontológica não é a técnica anestésica nem o equipamento. É a qualidade da relação entre paciente e profissional. O paciente que se sente ouvido e respeitado volta — e cuida da saúde bucal de forma contínua, sem intervalos de anos movidos pelo medo.

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Durante décadas, cardiologia e odontologia funcionaram como especialidades que raramente conversavam. O coração era do c...
13/05/2026

Durante décadas, cardiologia e odontologia funcionaram como especialidades que raramente conversavam. O coração era do cardiologista. A boca era do dentista. O que acontecia entre um e outro não era responsabilidade de ninguém.

Esse modelo está sendo revisto. A doença periodontal — inflamação crônica nas gengivas — está associada a risco maior de infarto e AVC. O mecanismo envolve bactérias que entram na corrente sanguínea e disparam respostas inflamatórias que contribuem para a formação de placas nas artérias. A Associação Americana do Coração reconhece a associação. Os protocolos de cardiologia preventiva estão começando a incorporar o dado.

Tratar a gengiva não é só preservar o sorriso. É reduzir uma fonte crônica de inflamação que o corpo inteiro paga.

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110 mil pessoas. 34 anos de acompanhamento. A conclusão do estudo publicado no BMJ Medicine derruba uma das crenças mais...
12/05/2026

110 mil pessoas. 34 anos de acompanhamento. A conclusão do estudo publicado no BMJ Medicine derruba uma das crenças mais consolidadas sobre exercício e longevidade: não é quem se exercita mais que vive mais. É quem varia.

Caminhada, jardinagem, tênis, natação, musculação — cada atividade recruta sistemas diferentes do corpo. Juntas, elas reduziram o risco de mortalidade por todas as causas em 19%, mesmo entre pessoas com o mesmo volume total de exercício semanal.

O corpo que dura é o que recebe estímulos variados. Consistentemente, ao longo de décadas.

Fonte: BMJ Medicine, 2024 — Nurses' Health Study e Health Professionals Follow-Up Study.

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RT: Vanessa Yano — CROSP 83.776
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