02/08/2017
As manifestações bucais observadas em paciente com Diabetes Mellitus (DM), embora não específicas dessa doença, têm sua incidência ou progressão favorecida pelo descontrole glicêmico. Uma parcela importante dos pacientes com DM tipo 2 desconhece a sua doença. Sendo assim, é importante que o dentista esteja atento para fazer uma abordagem segura em seu tratamento. Um glicosímetro no consultório é útil para a conferência de casos suspeitos.
Algumas das manifestações observadas nesses pacientes são a doença periodontal, a xerostomia, a hipossalivação, a susceptibilidade à infecções e a dificuldade de cicatrização.
Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) podem potencializar o efeito dos hipoglicemiantes orais, tomados por esses pacientes. Enquanto que os corticosteroides têm efeito hiperglicemiante. Assim sendo, a prescrição desses dois medicamentos deverá ser criteriosa.
Sobre o tipo de anestésico local a ser usado com esse tipo de paciente ainda não se tem um consenso na literatura. Porém, alguns autores recomendam evitar uso de soluções com vasoconstrictores à base de adrenalina e noradrenalina, pois essas promovem a quebra de glicogênio em glicose, aumentando ainda mais os níveis de glicose circulante. Nesses casos, eles recomendam usar preparados sintéticos ou usar anestésicos sem vasoconstrictores.
Por fim, nas consultas odontológicas, é importante repassar, para os pacientes, informações sobre a técnica e a frequência de escovação e do uso do fio dental. Além disso, alertá-los sobre situações pertinentes para a procura de um dentista como: gengiva vermelha, inchada, que esteja sangrando ou tenha pus, estar com um mau hálito inexplicável, ter dor ao mastigar, estar com a boca seca, com candidíase e dentes móveis.