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O que você tem feito por você, mesmo no meio de tudo? Você não chegou até aqui porque a vida ficou mais fácil. Você cheg...
18/10/2026

O que você tem feito por você, mesmo no meio de tudo? Você não chegou até aqui porque a vida ficou mais fácil. Você chegou conciliando trabalho, casa, filhos, contas, responsabilidades e uma lista que parece nunca terminar. E talvez seja exatamente por isso que cuidar de você tantas vezes ficou para depois.

Só que existe uma hora em que a mulher que sustenta tanta coisa também precisa entrar na própria lista. Treinar, cuidar da saúde, da aparência, descansar, fazer algo só porque gosta, tudo isso também faz parte da vida que você está construindo.

Você já provou que consegue cuidar de muita coisa. Talvez o próximo passo seja usar um pouco dessa mesma força para cuidar de você.

Quando uma paciente me diz que não consegue tirar um tempo pra ela, eu costumo perguntar: “Quando foi a última vez que v...
17/10/2026

Quando uma paciente me diz que não consegue tirar um tempo pra ela, eu costumo perguntar: “Quando foi a última vez que você conseguiu?” A resposta quase sempre vem depois de uma pausa longa. Não é falta de vontade, nem de organização. Essas mulheres são justamente as que mais organizam: a agenda dos filhos, a consulta da mãe, o prazo do trabalho. O tempo existe. Ele só nunca sobra para elas, porque sempre aparece alguém com mais urgência. É assim que “um dia eu vejo” vira três, cinco anos. A agenda não abre sozinha. O que muda é quando você decide que o seu horário também é um compromisso, e não o que f**a com a sobra. Qual foi a última coisa que você adiou por você? Me conta aqui.

Uma mulher decide não fazer nada pelo próprio rosto. Deixa o tempo seguir o curso dele. E ouve da filha: “Mãe, você se l...
15/10/2026

Uma mulher decide não fazer nada pelo próprio rosto. Deixa o tempo seguir o curso dele. E ouve da filha: “Mãe, você se largou.” Outra mulher decide fazer. Marca uma avaliação e começa um cuidado com calma. E ouve da própria mãe: “Isso é vaidade.” Duas mulheres, duas escolhas opostas, e o mesmo julgamento no final.

Ouvi essas frases de duas pacientes diferentes, na mesma semana. E percebi que não importava o que elas escolhessem: alguém da própria família estaria pronto para cobrar. Isso tem nome. Eu chamo de duplo aprisionamento: a mulher é cobrada quando não cuida de si e criticada quando cuida. Não existe escolha que a deixe em paz.

E repare de onde vem uma das vozes: da mãe. Uma mulher de 70, 80 anos, que provavelmente ouviu essa mesma régua a vida inteira e aprendeu a repeti-la. O julgamento passa de geração em geração, até que alguém decida não carregá-lo adiante. O problema nunca foi a filha, nem a mãe. É uma régua que muda de lugar toda vez que uma mulher chega perto.

Eu não estou aqui para dizer qual caminho você deve seguir. Estou aqui para que, seja qual for, a decisão seja sua. E se a sua escolha for cuidar do rosto, é isso que eu faço com a estética facial regenerativa: estimulo as suas próprias células para que o resultado apareça e o procedimento não. Não para esconder a sua decisão, mas porque ela é sua e não precisa da aprovação de ninguém. Em qual dos dois lados você já foi julgada? E de quem veio essa voz? Me conta aqui.

Ela chegou na avaliação e, antes que eu perguntasse qualquer coisa, se justificou: “Eu nunca faço nada pra mim, viu? É a...
14/10/2026

Ela chegou na avaliação e, antes que eu perguntasse qualquer coisa, se justificou: “Eu nunca faço nada pra mim, viu? É a primeira vez.” Como se precisasse se justif**ar por estar ali.

Escuto versões dessa frase com uma frequência inacreditável, quase sempre de mulheres que passaram anos organizando a vida dos filhos, do trabalho, dos pais. Para elas, isso nunca foi egoísmo. Era o que precisava ser feito, era a prioridade. Mas quando chega a vez delas, a mesma atenção vira culpa. Como se reservar tempo para si fosse tirar algo de alguém.

Eu já me peguei pensando assim. Hoje vejo diferente: se cuidar dos outros nunca foi egoísmo, cuidar de você também não é. É só a primeira decisão, em muito tempo, que você toma sobre você mesma. Você já sentiu que precisava se justif**ar por fazer algo por você? Me conta aqui.👇🏼

Quantas vezes você já disse “depois eu vejo” sobre você mesma? Adiar parece não decidir. Mas o tempo segue, e quanto mai...
13/10/2026

Quantas vezes você já disse “depois eu vejo” sobre você mesma? Adiar parece não decidir. Mas o tempo segue, e quanto mais tarde a gente começa, mais longo f**a o caminho: mais sessões, mais técnicas combinadas, mais tempo até o resultado aparecer.

Começar não é fazer um procedimento, é entender o que mudou e o que responde. Salve para lembrar. E se uma amiga vive se deixando para depois, mande para ela.

Hoje eu queria lembrar de uma coisa simples.Antes de qualquer opinião, de qualquer discussão e de tudo aquilo que às vez...
12/10/2026

Hoje eu queria lembrar de uma coisa simples.

Antes de qualquer opinião, de qualquer discussão e de tudo aquilo que às vezes nos coloca em lados diferentes, existem histórias que nos aproximam.

A mãe que ensinou uma oração. A fé aprendida ainda criança. O colo, o cuidado, a lembrança de alguém que pedia a Deus para nos proteger mesmo quando a gente nem sabia.

Talvez datas como hoje sirvam também para isso, lembrar do que existe de mais humano em nós.

Neste 12 de outubro, que a gente consiga olhar um pouco menos para aquilo que nos separa e lembrar com carinho do que nos trouxe até aqui.

Qual lembrança da sua infância essa data desperta em você?

Eu diria que sou sonhadora, profissional, curiosa, muito determinada e alguém que dificilmente se conforma com a ideia d...
10/10/2026

Eu diria que sou sonhadora, profissional, curiosa, muito determinada e alguém que dificilmente se conforma com a ideia de que “é só isso”. Gosto de aprender, construir e imaginar o que ainda pode ser possível.

E você, como se apresentaria sem usar nenhum rótulo óbvio?

Tem épocas em que o barulho de fora f**a tão alto que parece fácil esquecer do básico. Que do outro lado existe alguém c...
09/10/2026

Tem épocas em que o barulho de fora f**a tão alto que parece fácil esquecer do básico. Que do outro lado existe alguém com uma história que a gente não conhece inteira. Que discordar não precisa signif**ar desrespeitar. Que ter razão perde importância quando, para consegui-la, a gente precisa ferir, diminuir ou deixar de enxergar o outro.

Talvez liberdade e amor continuem sendo coisas que precisamos aprender durante a vida inteira, mas tenho pensado que existe algo ainda mais básico por trás dos dois: humanidade. A capacidade de ouvir, respeitar, colocar limites sem crueldade, escolher as palavras e continuar reconhecendo uma pessoa mesmo quando ela pensa, vive ou escolhe diferente de nós.

Talvez uma das maiores formas de maturidade seja essa, não permitir que o barulho do mundo decida quem a gente se torna. Em tempos tão barulhentos, quem você tem escolhido ser?

Durante muito tempo, essa ideia de Virginia Woolf teria feito muito sentido para mim, mesmo antes de eu conhecer o livro...
06/10/2026

Durante muito tempo, essa ideia de Virginia Woolf teria feito muito sentido para mim, mesmo antes de eu conhecer o livro. No meu primeiro casamento, muitas vezes eu sentia que precisava explicar demais o que estava fazendo, por que estava fazendo, para onde estava indo e por que havia escolhido aquilo.

E isso chegava também à minha vida profissional. Cursos e congressos, que sempre fizeram parte da profissional que eu quis ser, muitas vezes vinham acompanhados de desconfiança e insinuações sobre se eu estava realmente viajando para estudar ou se havia outro motivo por trás da viagem. Quando esse tipo de questionamento se repete, ele vai ocupando espaço e você começa a perceber que precisa justif**ar escolhas que deveriam ser naturalmente suas.

Talvez seja por isso que a frase sobre “uma porta que pudesse trancar” tenha me tocado tanto, pois essa porta também pode ser simbólica. É poder estudar sem culpa, trabalhar sem precisar pedir licença emocional, ter projetos próprios, ganhar o próprio dinheiro, fazer escolhas e preservar espaços da vida que pertencem a você. Eu sempre fui extremamente comprometida com minha profissão e com a minha família, sempre acreditei nos meus valores, nos meus ideais e naquilo que queria construir. Talvez a aquariana nata aqui também tenha ajudado.

Hoje, olhando para trás, percebo o quanto é importante que uma mulher preserve esse lugar dentro dela, porque existem formas de controle que começam questionando, criticando, ironizando e fazendo você se explicar cada vez mais. E talvez algumas mulheres nem tenham percebido o quanto vêm diminuindo seus próprios espaços para evitar conflitos.

Virginia Woolf escreveu sobre mulheres que precisavam de dinheiro e de um teto todo seu para criar. Quase cem anos depois, eu acrescentaria: toda mulher precisa ter algum lugar na própria vida em que não precise pedir permissão para ser quem é.

Você já sentiu que precisava justif**ar demais alguma escolha que era importante para você?

Tem fases em que a gente sabe exatamente o que precisa fazer, mas continua adiando. Adia a conversa, o cuidado, a mudanç...
05/10/2026

Tem fases em que a gente sabe exatamente o que precisa fazer, mas continua adiando. Adia a conversa, o cuidado, a mudança, o limite, o começo de alguma coisa que já deveria ter começado há muito tempo. E, principalmente para nós mulheres, existe uma facilidade enorme em colocar tudo e todos na frente. Resolver o que é urgente, sustentar o que precisa funcionar, cuidar de quem precisa da gente, e deixar para depois aquilo que também importa.

Só que algumas respostas só aparecem quando a gente para de evitar o que incomoda. Talvez o desconforto que você está tentando fugir seja justamente o caminho para a vida que você diz querer. Algumas mudanças começam quando a gente decide parar de se abandonar no meio da própria história.

O que você sabe que precisa encarar, mas ainda está adiando?

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