14/08/2026
Tem resultado que me faz pensar menos no que ainda posso fazer e mais no que eu ainda não entendi. Peraí que eu explico:
Quando um procedimento traz um resultado menor do que o esperado, chegamos a uma conclusão muito fácil: talvez tenha faltado produto, intensidade, outra sessão, ou ate mesmo outra técnica. E eu entendo por que essa lógica acaba nos convencendo. Se o resultado foi pequeno, fazer mais parece quase uma consequência óbvia, não é? Só que é justamente aí que devemos voltar algumas casas. Na estética, um resultado abaixo do esperado nem sempre revela o quanto ainda falta fazer. Talvez ele esteja apenas sinalizando o quanto ainda falta entender sobre a capacidade daquele tecido de responder, faz sentido? Inflamação persistente, fibroblastos (células produtoras de colágeno) menos funcionais, alterações da matriz extracelular (proteínas fora da célula), estresse oxidativo e estilo devida, por exemplo, podem interferir nessa resposta. Então não basta saber o que determinado procedimento é capaz de fazer, eu preciso entender como está o tecido que estou pedindo que faça aquilo.
Quando essa etapa é ignorada, existe o risco de transformar pouca resposta em mais intervenção. Faz mais, espera, responde pouco, acrescenta alguma coisa… mas talvez o problema nunca tenha sido simplesmente falta. Quando eu entendo primeiro as condições daquele tecido, consigo decidir com muito mais critério onde regenerar, onde acrescentar volume, onde combinar estratégias e até onde é melhor não colocar nada naquele momento.
É por isso que uma avaliação, para mim, não começa escolhendo um procedimento, mas tentando entender o que aquele rosto está pedindo e o que ele não precisa receber. Se você quer compreender isso no seu caso, o próximo passo é agendar sua avaliação.